O dólar abriu esta terça-feira (30) em queda de 0,10%, cotado a R$ 5,3162, com investidores atentos ao cenário econômico dos Estados Unidos. O Ibovespa inicia o dia às 10h, após fechar a segunda-feira em alta. A agenda inclui dados fiscais e de emprego no Brasil, além de incertezas sobre a paralisação do governo americano.
Indicadores econômicos e expectativas do mercado
O dia é marcado pela cautela dos investidores diante de indicadores no Brasil e no exterior. Nos Estados Unidos, a possibilidade de paralisação do governo federal e os números do mercado de trabalho influenciam o humor dos mercados. No Brasil, dados fiscais e do emprego também estão no radar.
O dólar acumula queda de 0,31% na semana, 1,85% no mês e 13,88% no ano. O Ibovespa apresenta alta acumulada de 0,61% na semana, 3,48% no mês e 21,66% no ano.
Boletim Focus
Segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (29), analistas do mercado financeiro reduziram as projeções de inflação para 2025 (de 4,83% para 4,81%) e 2026 (de 4,29% para 4,28%). Para 2027 e 2028, as expectativas permanecem em 3,90% e 3,70%, respectivamente. As projeções para o crescimento do PIB em 2025 e 2026 ficaram estáveis, em 2,16% e 1,80%. A taxa básica de juros deve permanecer em 15% ao ano em 2025, 12,25% em 2026 e 10,50% em 2027.
Mercado imobiliário americano
Nos EUA, a Associação Nacional de Corretores de Imóveis informou que os contratos para compra de casas subiram 4% no mês passado, superando a previsão de 0,2%. Em relação a agosto do ano anterior, o crescimento foi de 3,8%. Lawrence Yun, economista-chefe da associação, atribui o resultado às taxas hipotecárias mais baixas. O Federal Reserve reduziu sua taxa de juros em 25 pontos-base, para o intervalo de 4% a 4,25%, e a taxa da hipoteca de 30 anos está próxima da mínima em 11 meses. No entanto, o mercado de trabalho americano mostra sinais de enfraquecimento, com média de 29 mil novos empregos por mês nos últimos três meses, abaixo dos 82 mil do ano anterior.
Batalha orçamentária nos Estados Unidos
O orçamento do governo dos EUA expira à meia-noite desta terça-feira (30), e republicanos e democratas não chegaram a um acordo sobre uma solução provisória. O presidente Donald Trump reuniu líderes do Congresso na Casa Branca na segunda-feira (29) para tentar superar o impasse, mas os democratas resistem ao plano de curto prazo dos republicanos. Caso não haja consenso, a paralisação pode começar em 1º de outubro, afetando milhares de funcionários públicos e serviços federais, como a Nasa e parques nacionais.
O embate reflete uma disputa iniciada quando Trump assumiu o cargo, ao se recusar a liberar bilhões de dólares já aprovados pelo Congresso. Os democratas buscam recuperar parte desses recursos e manter subsídios de saúde que expiram no fim do ano. Estão em jogo US$ 1,7 trilhão em gastos discricionários, que mantêm as operações das agências federais.
Bolsas globais em alta
Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta: Dow Jones (+0,15%), S&P 500 (+0,26%) e Nasdaq Composite (+0,48%). Na Europa, o STOXX 600 subiu 0,2%, com destaque para o setor de saúde e luxo. A Lufthansa anunciou expectativa de gerar mais de 2,5 bilhões de euros em fluxo de caixa livre e metas de lucro de 8% a 10% nos próximos dois anos. Londres avançou 0,16%, Frankfurt 0,02%, Paris 0,13% e Lisboa 0,36%, enquanto Milão e Madri recuaram. Na Ásia, Xangai (+0,9%), CSI300 (+1,54%) e Hang Seng (+1,89%) fecharam em alta, com movimentos variados em outros mercados da região.