Os trabalhadores da Toyota em Indaiatuba aprovaram, nesta segunda-feira (29), um acordo de layoff após paralisação das unidades. A decisão foi tomada em assembleia, diante de problemas na cadeia de suprimentos e queda na demanda por veículos.
O layoff prevê suspensão temporária dos contratos, mantendo empregos e benefícios. O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região confirmou a aprovação da proposta, que inclui férias emergenciais e pagamento integral de salários para parte dos funcionários.
Detalhes do acordo e impactos
O acordo aprovado pelos trabalhadores da Toyota estabelece férias emergenciais de 20 dias, de 1º a 20 de outubro, para colaboradores das operações de produção. Após esse período, será iniciado um layoff de 60 dias, com possibilidade de prorrogação mensal até o limite de 150 dias.
Durante o layoff, os funcionários que recebem até R$ 10 mil terão pagamento integral do salário, além de manutenção de benefícios como vale-alimentação e assistência médica. O acordo também garante o pagamento integral da PLR.
A paralisação das unidades foi motivada por problemas na cadeia de suprimentos e queda na demanda, agravados por um vendaval que atingiu a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP) em 22 de setembro, impactando também as plantas de Indaiatuba e Sorocaba.
Histórico e repercussão
Instalada em 1998, a fábrica de Indaiatuba foi a segunda da marca no Brasil e já produziu mais de 1 milhão de unidades do modelo Toyota Corolla. Atualmente, emprega cerca de 1.600 trabalhadores. Em maio do ano passado, a empresa firmou acordo para encerrar as operações da unidade até 2026, transferindo a produção para Sorocaba, com previsão de conclusão até julho.
Segundo Lima, representante sindical, o planejamento de transferência não será alterado pela suspensão das atividades após o vendaval.
Posicionamento da empresa
A Toyota informou que todos os colaboradores e prestadores afetados pelo vendaval em Porto Feliz estão bem e que a companhia segue cuidando das pessoas. A empresa agradeceu as manifestações de solidariedade e afirmou que a retomada da planta de motores pode levar meses, buscando alternativas de fornecimento junto a unidades em outros países para normalizar a produção.
A montadora iniciou negociações com sindicatos para garantir empregos nas três unidades produtivas, com propostas emergenciais apresentadas para votação. Apesar das dificuldades, a Toyota do Brasil mantém confiança na rápida recuperação das atividades.