As equipes diplomáticas de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump começam nesta quinta-feira (25) as discussões sobre um possível encontro ou conversa telefônica entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.
A movimentação ocorre após elogios públicos de Trump a Lula durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na última terça-feira (23).
Apesar do otimismo, integrantes próximos a Lula pedem cautela diante da imprevisibilidade do ex-presidente americano.
Início das negociações e reações
Após o discurso de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, onde afirmou ter “uma química excelente” com Lula e o classificou como “um cara muito agradável”, a equipe diplomática brasileira decidiu iniciar tratativas com os Estados Unidos. O objetivo é viabilizar um contato direto entre os dois presidentes, seja por ligação, videoconferência ou encontro presencial em data futura.
Na quarta-feira (24), não houve contatos oficiais entre as equipes, pois ambos os presidentes priorizaram o retorno a suas capitais, Brasília e Washington D.C. Diplomatas do Itamaraty acreditam que os preparativos devem avançar a partir desta quinta-feira (25), com as agendas mais estáveis.
Apesar do clima de aproximação, membros da equipe de Lula recomendam cautela. Eles destacam a imprevisibilidade de Trump e ressaltam que o gesto não deve ser aceito “pelo valor de face”. Por isso, o Itamaraty adota um discurso de extrema prudência antes de avançar nos contatos.
O próprio Lula comentou sobre a possibilidade de encontro, dizendo que “aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível e aconteceu” ao se referir ao contato com Trump na ONU. Ele também afirmou que “pintou uma química mesmo” com o presidente americano.
Próximos passos e temas em discussão
As equipes diplomáticas dos dois países avaliam diferentes formatos para o contato, incluindo videoconferência, ligação telefônica ou até mesmo um encontro presencial no futuro. Apesar de Lula não descartar uma reunião presencial, a alternativa mais provável é uma conversa por telefone.
Entre os temas que podem ser abordados estão cooperação em economia, comércio e meio ambiente. O governo brasileiro também mantém diálogo com o setor privado para incluir pautas como biocombustíveis, big techs, carnes, minerais críticos e terras-raras em eventuais conversas futuras.
A declaração de Trump é vista como um gesto de aproximação em meio a desafios globais e bilaterais. Diplomatas avaliam que o tom cordial pode abrir espaço para reavaliação e fortalecimento das relações entre Brasil e Estados Unidos, mesmo diante de diferenças ideológicas entre os líderes.