Meio ambiente

Costureiras paraenses confeccionam teto da Blue Zone na COP 30 em Belém

Trabalho artesanal local ganha destaque ao compor estrutura central das discussões climáticas globais na conferência

Costureiras do Pará estão confeccionando o teto da Blue Zone da COP 30, principal palco das discussões climáticas, em Belém. O trabalho envolve 100 mil metros de tecido e integra 64 estruturas modulares, reforçando o compromisso brasileiro com sustentabilidade e inovação. O evento, que ocorre de 10 a 21 de novembro, deve reunir mais de 30 mil pessoas e gerar cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos.

Trabalho local impulsiona sustentabilidade na COP 30

Profissionais paraenses transformam extensas faixas de elastano em revestimentos para o teto da Blue Zone, área administrada pela ONU e considerada o centro diplomático da conferência. A estrutura, montada no Parque da Cidade, cobre 125 mil m² e já criou mais de 300 postos de trabalho, com expectativa de chegar a cerca de 2 mil empregos até a conclusão.

O espaço central da COP 30 está em fase avançada de montagem e será palco para chefes de Estado, diplomatas e cientistas debaterem metas de sustentabilidade. As costureiras, acostumadas ao cotidiano das confecções locais, agora veem seu ofício ganhar escala global, conectando a manualidade amazônica à inovação internacional.

Depoimentos destacam orgulho e valorização

Márcia Balieiro Farias, de 52 anos, expressou orgulho ao ver seu trabalho reconhecido: “Fico orgulhosa de ver uma parte do meu trabalho retratada e grata pelo reconhecimento à nossa dedicação em construir cada pedaço desse ambiente tão relevante para a conferência”. Patrícia Trindade, costureira há mais de cinco anos, compartilha o sentimento: “O sentimento é de gratidão. Nunca participei de algo tão grande e o futuro do nosso meio ambiente precisa desse espaço para decisões. Fico feliz por ele ser realizado no Pará e de estar vendo a minha participação, o meu trabalho, sendo exposto e valorizado. Costurar é mais que um trabalho e amo o que faço”.

Após o evento, o material utilizado no teto da Blue Zone deve ser reutilizado, conforme informado pela empresa responsável pela construção, reforçando o compromisso com a sustentabilidade. O trabalho artesanal das costureiras paraenses fortalece o elo entre a identidade amazônica e o cenário global, destacando o Pará como protagonista nas discussões sobre mudanças climáticas.

O envolvimento das profissionais locais não apenas impulsiona a economia regional, mas também simboliza a valorização da mão de obra brasileira em iniciativas de grande impacto internacional. A montagem do teto da Blue Zone representa a integração entre tradição, inovação e responsabilidade ambiental, elementos centrais para o sucesso da COP 30 em Belém.

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