O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o encontro com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima semana foi recebido com entusiasmo por aliados do governo brasileiro.
O principal tema da reunião será as retaliações dos Estados Unidos ao Brasil em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar do otimismo, o Itamaraty orienta uma preparação detalhada para evitar situações constrangedoras como as vividas por líderes da Ucrânia e África do Sul em encontros anteriores com Trump.
Preocupações sobre a imprevisibilidade de Trump
Entre os aliados de Lula, há preocupação com a postura imprevisível de Donald Trump. Eles citam episódios anteriores, como os constrangimentos sofridos pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, e pelo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ambos durante reuniões no salão oval da Casa Branca.
Em discurso na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (23), Trump afirmou ter tido “uma química excelente” com Lula, descrevendo-o como “um cara muito agradável”. Apesar disso, líderes próximos ao presidente brasileiro defendem cautela e alertam que o convite de Trump não deve ser interpretado “pelo valor de face”.
No Itamaraty, a recomendação é de que o encontro seja cuidadosamente planejado para evitar episódios constrangedores semelhantes aos do passado.
Repercussão política e expectativas
Enquanto a base aliada de Lula comemora o convite, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro apostam que o encontro pode resultar em desgaste para o presidente brasileiro. Eles acreditam que Trump pode usar a reunião para enfraquecer Lula politicamente.
O clima de cautela predomina na diplomacia, que busca garantir que o encontro não se torne palco para situações embaraçosas. A experiência de outros líderes internacionais em reuniões com Trump serve de alerta para a equipe brasileira, que intensifica os preparativos para minimizar riscos.