Economia

Prévia do PIB do Banco Central registra queda de 0,5 por cento em julho pelo terceiro mês seguido

Índice de Atividade Econômica do BC aponta desaceleração e mercado prevê crescimento menor do PIB em 2025

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central apresentou retração de 0,5% em julho, marcando o terceiro mês consecutivo de queda. O resultado, divulgado nesta segunda-feira (15), reflete o impacto dos juros altos para conter a inflação.

O indicador, considerado a prévia do PIB, também mostrou queda maior que a registrada em junho, quando houve recuo de 0,2%. O mercado e o governo já esperavam essa desaceleração da economia.

Desempenho dos setores em julho

Segundo o Banco Central, em julho, o setor de agropecuária teve retração de 0,8%, a indústria caiu 1,1% e o setor de serviços recuou 0,2%. O IBC-Br ainda registrou alta de 1,1% em relação a julho de 2024, sem ajuste sazonal.

Considerando os sete primeiros meses do ano, o índice acumulou crescimento de 2,9%. Em 12 meses até julho, a expansão foi de 3,5%, ambos os resultados sem ajuste sazonal.

Comparação com o PIB oficial

O IBC-Br serve como uma prévia do PIB, mas utiliza metodologia diferente da adotada pelo IBGE. Enquanto o IBC-Br incorpora estimativas setoriais e impostos, o cálculo do PIB do IBGE considera também o lado da demanda.

O PIB, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é o principal indicador da evolução econômica. Seu crescimento indica aumento da produção, consumo e investimento, mas não necessariamente reflete melhorias no bem-estar social.

Desaceleração e expectativas para a economia

A desaceleração da atividade econômica já era prevista pelo mercado financeiro e pelo Banco Central, principalmente devido ao patamar elevado da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, o maior em quase 20 anos. O BC sinaliza manutenção dos juros por um período prolongado, com cortes esperados apenas em 2026.

O mercado financeiro projeta crescimento do PIB de 2,16% em 2025, abaixo dos 3,4% registrados no ano anterior. O Banco Central estima expansão de 2,1% para este ano.

Segundo a ata da última reunião do Copom, o chamado “hiato do produto” permanece positivo, indicando que a economia opera acima do potencial sem pressionar a inflação. O BC destaca que a moderação do crescimento é necessária para a convergência da inflação à meta de 3%.

O IBC-Br é uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros. O crescimento econômico mais intenso pode aumentar a pressão inflacionária, influenciando as decisões sobre os juros.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025 e guerra no Irã ameaça 2026

IBC-Br avança 0,8% em janeiro e registra maior expansão mensal em um ano

Prévia do PIB cresce 0,6% em fevereiro e completa cinco meses de alta

Prévia do PIB avança 1,3% no 1º trimestre, mas BC já planeja o freio

Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre com impulso da agropecuária

PIB cresce 1,1% no 1º trimestre e Fazenda prevê desaceleração nos próximos meses