O Ministério da Agricultura apreendeu lotes da vacina Excell 10 após a morte repentina de quase 200 animais nos estados do Piauí, Maranhão e Sergipe.
As autoridades investigam se os lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina têm relação com os óbitos, que começaram a ser registrados em julho.
Os casos surgiram cerca de 10 dias após a imunização, principalmente entre ovinos e caprinos.
Mortes começaram após vacinação em julho
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural de Simões, Rosenalvo Coelho, os primeiros registros de mortes ocorreram aproximadamente dez dias após a aplicação da vacina Excell 10. Os animais apresentaram sintomas como fraqueza, febre, apatia, inchaço no local da aplicação e perda de sensibilidade. Em alguns casos, as mortes foram causadas por infarto ou falência renal.
Ovinos e caprinos foram as espécies mais afetadas, com relatos de perdas expressivas entre produtores locais.
Casos concentrados no Piauí e registros em outros estados
A investigação teve início após a morte de mais de 100 animais nos municípios de Simões e Curral Novo do Piauí. Em Simões, 11 produtores rurais relataram perdas, sendo que um deles perdeu 35 ovinos. Além dessas cidades, também foram registrados óbitos em Jatobá do Piauí e São Francisco de Assis do Piauí, além de ocorrências em Sergipe e Maranhão.
As autoridades seguem monitorando a situação e analisando amostras dos lotes apreendidos para determinar se há relação direta entre a vacina e as mortes dos animais. O Ministério da Agricultura não divulgou prazo para a conclusão das investigações, mas reforçou a importância de produtores comunicarem imediatamente qualquer sintoma anormal após a vacinação de seus rebanhos.
Enquanto isso, produtores afetados aguardam esclarecimentos e possíveis medidas de compensação. O caso gera preocupação entre criadores da região, que temem novas perdas e buscam orientações sobre os próximos passos em relação à imunização dos rebanhos.