Dezessete países retiraram as restrições à importação de carne de frango do Brasil, impostas após um caso de gripe aviária em Montenegro (RS) no mês passado.
A decisão foi comunicada nesta terça-feira (24) pelo Ministério da Agricultura, que destacou o cumprimento de protocolos sanitários rigorosos.
Entre os países que suspenderam as barreiras estão Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Chile, Coreia do Sul e União Europeia.
Repercussão no agronegócio brasileiro
A retirada das restrições é considerada um alívio para o setor de avicultura brasileiro, que enfrentava dificuldades para escoar a produção devido às barreiras comerciais impostas por conta do surto de gripe aviária.
O Ministério da Agricultura ressaltou que o Brasil mantém protocolos sanitários rigorosos para garantir a qualidade e segurança dos produtos exportados.
O país, maior exportador de frango do mundo, se declarou livre da doença na última quarta-feira (18), após cumprir 28 dias sem novos casos em aves comerciais.
Detalhes dos embargos ainda vigentes
A China, principal compradora, mantém embargo total à carne de frango brasileira, mas o governo negocia para restringir a medida apenas à área de Montenegro.
A União Europeia, sétima maior cliente, também mantém bloqueio total, assim como outros 14 países. Em 19 países, a restrição limita-se aos produtos do Rio Grande do Sul, e em outros três, à região de Montenegro.
Sete países mantêm embargos restritos “à zona”. O Ministério da Agricultura foi questionado sobre a abrangência dessa categoria e ainda não respondeu.
Principais mercados e próximos passos
Entre os países que retiraram totalmente os bloqueios está o Japão, terceiro maior comprador do Brasil, que antes aplicava restrições locais a Montenegro, Santo Antônio da Barra (GO) e Campinápolis (MT), cidades que tiveram registros recentes da doença em criações domésticas.
O Iraque também suspendeu as barreiras, enquanto a Coreia do Sul passou a limitar as compras à região de Montenegro.
Apesar do avanço, a manutenção do embargo total por parte da China e da União Europeia ainda preocupa o setor, que aguarda definições das negociações em andamento.
O governo brasileiro segue articulando para que os embargos sejam restritos apenas às áreas afetadas, buscando restabelecer a plena normalidade das exportações.