A Casa Branca informou que o sentimento antiamericano será levado em conta na análise de solicitações de visto para imigrantes. A nova diretriz, anunciada pelo governo americano, busca proteger interesses nacionais e reforçar a segurança.
O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos vai considerar manifestações antiamericanas em discursos ou ações ao avaliar pedidos de visto, principalmente para residência permanente.
Detalhes da nova diretriz
O governo dos Estados Unidos anunciou que o sentimento antiamericano, expresso em discursos ou ações, poderá influenciar a decisão sobre pedidos de visto e outros benefícios imigratórios. Segundo comunicado na rede social X, o órgão responsável “está atualizando as orientações sobre os fatores que os agentes consideram em certas solicitações de benefícios”.
De acordo com o documento oficial do USCIS, serão negados benefícios a estrangeiros que “tenham endossado, promovido, apoiado ou de outra forma defendido as opiniões de uma organização ou grupo terrorista ou que promovam ideologias antissemitas”.
Justificativas e críticas
A medida tem como objetivo proteger os interesses nacionais e garantir que novos imigrantes não representem riscos à segurança ou à ordem pública. No entanto, especialistas e grupos de direitos humanos demonstraram preocupação, destacando que a política pode ser usada para discriminar e restringir injustamente o acesso de determinados grupos ao país.
Debate sobre cidadania por nascimento
Recentemente, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um vídeo alertando mulheres grávidas de que “não é permitido” viajar ao país apenas para dar à luz e garantir cidadania americana aos filhos. A publicação se soma a outras medidas anti-imigração do governo Trump, que iniciou ações judiciais contra a cidadania por nascimento.
O post afirma: “Viajar para os EUA com o principal objetivo de dar à luz para que seu filho obtenha cidadania americana não é permitido. Oficiais consulares vão negar o seu pedido de visto caso haja indícios de que essa é a sua intenção”.
Em junho deste ano, a Suprema Corte dos EUA abriu caminho para transformar em lei uma proposta de Donald Trump que visa proibir a cidadania americana a filhos de turistas nascidos no país. A cidadania por nascimento, garantida pela 14ª Emenda da Constituição após a Guerra Civil, torna qualquer pessoa nascida nos EUA cidadã americana, incluindo filhos de mães em situação irregular. O princípio do jus soli é aplicado em cerca de 30 países, principalmente nas Américas.
A ordem executiva para limitar esse direito foi assinada por Trump em seu primeiro dia de governo, em 20 de janeiro.