Meio ambiente

Derretimento do gelo da Antártida acelera e preocupa cientistas

Aquecimento global provoca perdas recordes de massa de gelo e ameaça cidades costeiras e biodiversidade

O gelo da Antártida está derretendo em ritmo acelerado, segundo cientistas, o que contribui para a elevação do nível do mar e pode causar impactos irreversíveis no clima global. Entre setembro de 2024 e março de 2025, o continente registrou um dos menores níveis de gelo já observados, com apenas 1,98 milhão de km² de extensão.

Pesquisadores alertam para riscos ambientais e sociais, como inundações em áreas costeiras e mudanças no habitat de espécies locais, além de destacar a necessidade de ações urgentes para conter o avanço do aquecimento global.

Perdas recordes e mudanças ambientais

A Antártida concentra a maior reserva de gelo do planeta, mas vem sofrendo perdas significativas de massa nos últimos anos. O aquecimento global tem acelerado o derretimento, com destaque para regiões como a Península Antártica e a plataforma de gelo de Thwaites. Entre setembro de 2024 e março de 2025, imagens de satélite mostraram o continente passando por seu ciclo anual de ganho e perda de gelo, porém com agravamento: o derretimento foi tão intenso que, em março, atingiu apenas 1,98 milhão de km² de extensão, um dos menores índices já registrados desde o início do monitoramento por satélite.

Além da diminuição do gelo, pesquisadores observaram o chamado ‘verdejamento’ em áreas antes cobertas apenas por neve e rocha. Desde os anos 1980, a vegetação aumentou mais de dez vezes em algumas regiões, um alerta para o rápido aquecimento do clima local.

Impactos globais e locais

O derretimento do gelo antártico contribui para a elevação do nível do mar, podendo provocar inundações em cidades costeiras e ameaçando populações vulneráveis e infraestruturas. Também afeta a biodiversidade, alterando habitats de espécies como pinguins e focas, e influencia correntes oceânicas e padrões climáticos em todo o planeta.

Riscos futuros e respostas internacionais

Pesquisadores alertam que, sem a redução rápida das emissões de gases de efeito estufa, o derretimento pode se intensificar, levando a um aumento do nível do mar de vários metros nas próximas décadas. Estudos recentes indicam que partes da plataforma de gelo de Thwaites podem estar em processo irreversível de colapso, um ponto crítico para o equilíbrio do gelo antártico.

A comunidade internacional tem buscado acordos para conter o aquecimento global, como os compromissos assumidos nas conferências do clima da ONU. A COP-30 destaca a urgência de proteger regiões vulneráveis, como a Antártida, e ampliar investimentos em pesquisas científicas para monitorar e compreender melhor os processos de derretimento.

Consequências para o Brasil e o mundo

Especialistas ressaltam que as mudanças na Antártida podem influenciar diretamente o clima no Brasil, aumentando a frequência de eventos extremos como ondas de calor, temporais e estiagens prolongadas. Para evitar um cenário ainda mais grave, cientistas defendem ações urgentes: cortar emissões de gases de efeito estufa, expandir o uso de energia limpa e proteger ecossistemas que absorvem carbono, como florestas e áreas alagadas.

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