Meio ambiente

Audiências públicas debatem concessão de áreas florestais no Amapá

Projeto prevê manejo sustentável, geração de até 2 mil empregos e arrecadação de R$ 30 milhões anuais

O Amapá realiza, entre os dias 12 e 18, uma série de audiências públicas para discutir a concessão de áreas florestais. O projeto, coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), abrange 607 mil hectares em 11 Unidades de Manejo Florestal e pode gerar até 2 mil empregos diretos em cinco municípios.

A iniciativa busca equilibrar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, com contratos de 30 anos e arrecadação anual prevista acima de R$ 30 milhões.

As audiências públicas tiveram início na terça-feira (12) e seguem até a próxima segunda-feira (18), abordando o projeto de concessão de áreas florestais no Amapá. O plano envolve os municípios de Macapá, Santana, Porto Grande, Ferreira Gomes e Itaubal, além de Porto Grande, Oiapoque, Tartarugalzinho, Ferreira Gomes e Pedra Branca do Amapari, totalizando cinco cidades diretamente beneficiadas.

O projeto prevê o uso sustentável de 607 mil hectares de floresta, organizados em 11 Unidades de Manejo Florestal (UMFs). O objetivo é promover o equilíbrio entre indicadores sociais e econômicos, por meio do manejo sustentável, geração de renda e preservação ambiental.

A primeira audiência ocorreu na Assembleia Legislativa do Amapá, em Macapá, com participação de representantes da sociedade civil, setor público e iniciativa privada. O evento é coordenado pela Sema, que disponibiliza documentos técnicos, inventário florestal e descrições das áreas de manejo em seu site oficial.

Empresas, pesquisadores, povos tradicionais e demais interessados podem enviar sugestões até 25 de agosto, por meio de formulário eletrônico.

Impactos econômicos e sociais

Segundo Marcos Almeida, diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema, “para cada vaga direta, estimamos mais duas indiretas. Além disso, a arrecadação anual deve ultrapassar R$ 30 milhões para o Estado, valor que será distribuído com os municípios onde as áreas estão localizadas. Esta é uma política de desenvolvimento econômico e social que une proteção das florestas com geração de renda para o nosso povo”.

O projeto resulta de uma parceria entre o Governo do Amapá e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os contratos de concessão terão duração de 30 anos, exigindo práticas sustentáveis das empresas envolvidas.

Próximas audiências públicas

Quarta-feira (13): Porto Grande – Instituto Federal do Amapá (Ifap).

Quinta-feira (15): Tartarugalzinho – Câmara de Vereadores.

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