Uma pesquisa do Ipsos-Ipec, divulgada nesta terça-feira (12), revela que 49% dos brasileiros defendem que o Brasil deve responder ao tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos com medidas equivalentes. Outros 43% discordam dessa postura. O levantamento foi realizado entre 1º e 5 de agosto, antes da entrada em vigor das novas tarifas.
Além disso, 75% dos entrevistados acreditam que a medida dos EUA teve motivação política, enquanto apenas 12% a veem como questão comercial. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 132 cidades, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Opinião dos brasileiros sobre retaliação
O levantamento do Ipsos-Ipec mostra que, diante do tarifaço de 50% imposto pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 49% dos brasileiros são favoráveis a uma resposta equivalente do Brasil. Entre eles, 33% concordam totalmente e 16% concordam em parte. Em contrapartida, 43% discordam da retaliação, sendo 13% parcialmente e 30% totalmente. Outros 7% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada antes do início da vigência das tarifas, ouvindo 2 mil pessoas em 132 cidades, com nível de confiança de 95%.
Motivação política do tarifaço
Segundo o levantamento, 75% dos brasileiros enxergam o tarifaço como uma medida de motivação política, enquanto 12% o consideram uma questão comercial. Outros 5% acreditam que há ambas as motivações e 8% não souberam responder. A percepção política é mais forte entre pessoas de 45 a 59 anos (80%) e entre moradores das regiões Nordeste e Sudeste (77%). Entre católicos, 76% veem motivação política, e entre evangélicos, 74%. Por faixa de renda, a percepção política varia de 70% a 77%.
Impacto na imagem dos Estados Unidos
O estudo aponta que o tarifaço resultou em desgaste na imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros. Antes da medida, 48% tinham uma visão positiva do país, 28% consideravam regular e 15% avaliavam como ruim ou péssima. Após o tarifaço, 38% disseram que a imagem dos EUA piorou, 6% afirmaram que melhorou e 51% disseram que permaneceu igual.
Busca por novos parceiros e risco de isolamento
Para 68% dos entrevistados, o Brasil deveria priorizar acordos comerciais com outros parceiros, como China e União Europeia. Apenas 25% discordam dessa estratégia. Quando questionados sobre o risco de isolamento internacional devido ao embate com os EUA, 60% acreditam que o Brasil pode ficar mais isolado, enquanto 32% não veem esse risco. Entre os que veem possibilidade de isolamento, 38% concordam totalmente e 22% em parte.