Donald Trump assinou nesta segunda-feira (11) uma ordem executiva que estende por mais 90 dias a suspensão das tarifas dos Estados Unidos sobre importações da China.
A trégua tarifária entre os dois países, que expiraria em 12 de agosto, agora terá novo prazo. Trump já havia sinalizado cooperação chinesa nas negociações.
Detalhes do acordo entre Estados Unidos e China
Em 12 de maio, Estados Unidos e China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” por 90 dias. As tarifas dos EUA sobre produtos chineses caíram de 145% para 30%, enquanto as taxas chinesas sobre produtos americanos foram reduzidas de 125% para 10%.
Duas semanas após o acordo, Trump acusou a China de violar os termos em publicação na Truth Social. Mesmo assim, nesta segunda-feira (11), optou por prorrogar a suspensão das tarifas.
Histórico da guerra tarifária entre China e EUA
A disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas por Trump, no início de abril. A China, um dos principais alvos, teve taxa de 34% somada aos 20% já existentes sobre seus produtos. Em resposta, o governo chinês impôs tarifas extras de 34% sobre as importações americanas em 4 de abril.
Os EUA retaliaram e Trump deu prazo para a China retirar as tarifas até 8 de abril, sob pena de aumento de 50 pontos percentuais, totalizando 104%. A China não recuou e afirmou estar preparada para “revidar até o fim”. Trump então elevou as tarifas sobre produtos chineses, e a China respondeu aumentando as taxas sobre produtos americanos de 34% para 84%.
No mesmo dia, Trump anunciou uma pausa no tarifaço para mais de 180 países, exceto a China, que teve a taxação elevada para 125%. Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20%, resultando em 145%. No dia seguinte, a China elevou as tarifas sobre produtos americanos para 125%.