Política

Bolsonaro é colocado em prisão domiciliar com tornozeleira e sem acesso a celular

Ex-presidente tem restrições ampliadas após descumprir medidas cautelares e divulgar conteúdo por redes de aliados

O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após o ex-presidente descumprir medidas cautelares impostas em 18 de julho.

Além do uso de tornozeleira eletrônica, Bolsonaro está proibido de sair de casa, receber visitas e teve o celular apreendido pela Polícia Federal.

A decisão foi motivada por novas infrações, incluindo o uso de redes sociais de aliados para divulgar mensagens consideradas ilícitas.

Restrições impostas na prisão domiciliar

Com a nova decisão, Bolsonaro deve usar tornozeleira eletrônica e está totalmente proibido de utilizar celular. A Polícia Federal apreendeu o aparelho do ex-presidente em sua residência, recolhendo também todos os outros celulares disponíveis no local.

Visitas estão proibidas, exceto para advogados, e qualquer outra pessoa só pode entrar mediante autorização prévia do STF. Os visitantes autorizados não podem usar celular, tirar fotos ou gravar imagens durante a visita.

Bolsonaro também está impedido de manter contato com outros réus dos inquéritos aos quais responde.

Local de cumprimento

O ex-presidente cumpre a prisão domiciliar em seu endereço residencial no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, área nobre de Brasília. Ele reside no local desde 2023 com a esposa Michelle Bolsonaro e a filha Laura, tendo se mudado para a casa atual em novembro de 2024.

Motivações e consequências da decisão

A prisão domiciliar foi motivada por violações deliberadas das medidas cautelares, segundo o ministro Moraes. O despacho destaca que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados, incluindo seus três filhos parlamentares, para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.

Moraes afirmou que o ex-presidente manteve “conduta ilícita dissimulada” ao preparar material pré-fabricado para divulgação em manifestações e redes sociais, burlando de forma deliberada as restrições anteriores.

Casos específicos de violação incluem um vídeo de Bolsonaro a apoiadores, divulgado por Flávio Bolsonaro, e uma chamada de vídeo com o deputado federal Nikolas Ferreira, ambas consideradas infrações pelo STF.

Medidas cautelares anteriores

As restrições iniciais, determinadas em 18 de julho, envolviam uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair de casa à noite e nos fins de semana, e proibição de veicular conteúdo nas redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

Risco de prisão preventiva

Moraes alertou que novas violações podem resultar na decretação imediata da prisão preventiva. O ministro reforçou: “a Justiça é cega, mas não é tola” e não permitirá que um réu tente burlar o sistema por ter poder político e econômico.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Levantamento da Quaest revela maioria nas redes a favor da prisão domiciliar de Bolsonaro

Bolsonaro propôs exclusividade do STF para suspender redes sociais em 2017

Jornais internacionais destacam plano de Bolsonaro para pedir asilo na Argentina

Polícia Federal indicia Bolsonaro e Eduardo por tentativa de interferência em investigações

Bolsonaro acessou defesa de general acusado de plano golpista segundo PF

Relatório da PF aponta que Bolsonaro movimentou R$ 30,5 milhões em um ano