O dólar iniciou esta quinta-feira (24) operando com leve alta, cotado a R$ 5,5226 às 09h10. O cenário é de volatilidade, com investidores atentos à decisão de juros do Banco Central Europeu e aos desdobramentos da guerra comercial dos EUA.
No mesmo período, o Ibovespa ainda não havia iniciado as negociações, previstas para as 10h. Expectativas também giram em torno de acordos comerciais e anúncios do governo brasileiro sobre o orçamento de 2025.
Mercado financeiro e indicadores
O dólar apresenta variação acumulada de -1,17% na semana, +1,63% no mês e -10,64% no ano. Já o Ibovespa acumula +1,49% na semana, -2,51% no mês e +12,54% no ano.
Investidores monitoram o cenário internacional, especialmente a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) e a continuidade da guerra comercial liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O noticiário econômico e corporativo também influencia o mercado, com destaque para os balanços da Alphabet e da Tesla. Nos Estados Unidos, as vendas de moradias usadas caíram 2,7% em junho, indicando possível aprofundamento da crise no setor imobiliário devido a taxas hipotecárias elevadas e incertezas econômicas.
Acordos comerciais e tarifaço
Com o prazo final de 1º de agosto se aproximando, poucos países fecharam acordos comerciais com os EUA. Trump anunciou tratados com Japão e Filipinas. O acordo com o Japão foi chamado de “gigantesco” e prevê abertura de mercados e tarifa de 15% sobre produtos japoneses exportados aos EUA. O tratado com as Filipinas estabelece taxa de 19%, abaixo dos 20% anteriores, sem tarifas para os EUA. O Brasil ainda não avançou nas negociações, o que mantém investidores atentos a possíveis estratégias do governo brasileiro diante dos norte-americanos.
Fed e política monetária
Os embates entre o governo Trump e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, continuam a impactar os mercados. Trump voltou a criticar Powell, defendendo juros mais baixos e afirmando que “esse cara teimoso do Fed simplesmente não entende”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que o governo não tem pressa para nomear um novo presidente para o Fed, ressaltando que a decisão cabe a Trump. O mandato de Powell vai até maio de 2026, com possibilidade de permanecer como diretor até janeiro de 2028.
Orçamento e medidas fiscais
Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram a liberação de R$ 20,6 bilhões no Orçamento de 2025 após revisão das receitas e despesas. O ajuste considerou aumento do IOF, tributação de fintechs, apostas, limitação de compensações tributárias, programa Pé-de-Meia e receitas do pré-sal. O bloqueio total no orçamento caiu de R$ 31,3 bilhões para R$ 10,7 bilhões. A projeção para 2025 é de déficit de R$ 74,9 bilhões, mas a expectativa é de cumprimento da meta fiscal ao considerar precatórios e a margem de tolerância do arcabouço fiscal.