A tarifa de 50% sobre produtos do Brasil anunciada por Donald Trump pode elevar os impostos do suco de laranja brasileiro para até 70% nos EUA.
O aumento ameaça milhares de empregos, a renda de pequenos produtores e a estabilidade econômica do setor.
Hoje, a logística e produção do suco são altamente tecnológicas e caras, tornando o impacto da tarifa ainda maior.
Atualmente, o processo de produção do suco de laranja brasileiro envolve colheita manual e transporte a granel em tanques de nitrogênio assépticos, garantindo frescor ao produto no mercado americano.
Após todas essas etapas, o suco paga uma taxa de US$ 415 por tonelada nos Estados Unidos, o que representa entre 15% e 20% do valor total do produto.
Com a nova tarifa de 50% proposta por Donald Trump, as empresas do setor estimam que os impostos podem chegar a cerca de 70% do valor das exportações brasileiras de suco de laranja.
Segundo Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, “sobra para você remunerar todo o setor, indústrias, produtores, trabalhadores, insumos, com somente 30% desse preço total”.
O anúncio da nova tarifa gera preocupação entre exportadores, trabalhadores e pequenos produtores brasileiros, que dependem da renda gerada pelo comércio do suco de laranja com os Estados Unidos.
O setor teme que a medida comprometa a competitividade do suco brasileiro no mercado internacional, afetando a cadeia produtiva e a economia regional.
O impacto da tarifa pode ser sentido em toda a cadeia, desde a colheita até a exportação, ameaçando milhares de empregos e a sustentabilidade do setor.