A ministra Esther Dweck anunciou que mulheres terão no mínimo 50% das vagas para a segunda fase do Concurso Nacional Unificado em 2025. A medida, divulgada nesta segunda-feira (30), vale apenas para a transição da prova objetiva para a discursiva. O objetivo é corrigir a desigualdade observada na primeira edição do CNU, quando o percentual de mulheres aprovadas foi menor que o de inscritas.
Nova regra para equiparação de gênero
De acordo com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, a equiparação de gênero será aplicada apenas na passagem para a segunda fase do concurso, não influenciando o resultado final. “Não é uma reserva de vaga para mulheres, como é o caso de pessoas negras, com deficiência, indígenas e quilombolas. Mas vamos fazer uma equiparação do percentual de mulheres que passam da primeira para a segunda etapa”, explicou Dweck, destacando que essa é “a grande novidade” da segunda edição do CNU.
Na edição anterior, 63% dos aprovados eram homens e 37% mulheres, apesar de as mulheres representarem 56% dos inscritos. Dweck atribui parte dessa diferença à dupla ou tripla jornada das mulheres e à natureza da prova discursiva, que exige mais bagagem e anos de estudo.
Como funcionará a seleção
O governo detalhou que, para um cargo hipotético com 20 vagas, serão chamados para a prova discursiva nove vezes o número de vagas (180 pessoas). Destas, 117 seriam de ampla concorrência e 63 de cotas. Se entre os 117 classificados houver 65 homens e 52 mulheres, serão chamadas 13 mulheres adicionais para igualar o número de homens e mulheres. Não haverá exclusão de candidatos, apenas inclusão de mais mulheres para garantir a equiparação. O mesmo cálculo será feito para cada cota, cargo e especialidade.
Detalhes do Concurso Nacional Unificado
O CNU oferecerá 3.652 vagas em 36 órgãos federais, abrangendo cargos de nível médio, técnico e superior. As inscrições estarão abertas de 2 a 20 de julho, e as provas objetivas serão aplicadas em 5 de outubro.
As oportunidades estão organizadas em nove blocos temáticos, permitindo que o candidato dispute várias vagas com uma única inscrição. Embora a maioria das vagas esteja em órgãos sediados em Brasília, há postos disponíveis em diversos estados do país, ampliando o alcance do concurso.
A nota final continuará sendo composta pela soma das pontuações das provas objetiva, discursiva e de títulos, quando houver, válida para todos os candidatos.