Os Estados Unidos e a China fecharam um acordo para agilizar o envio de terras raras produzidas em solo chinês, segundo uma autoridade da Casa Branca nesta quinta-feira (26).
O compromisso foi firmado durante negociações em maio, em Genebra, e prevê a retirada das restrições não tarifárias aplicadas aos EUA desde 2 de abril.
A medida representa um passo importante para normalizar o abastecimento de minerais estratégicos a setores industriais americanos.
Detalhes do acordo e impacto nas cadeias produtivas
Durante as negociações em Genebra, a China se comprometeu a remover as restrições não tarifárias que limitavam o envio de terras raras para os Estados Unidos. Essas restrições haviam sido impostas como resposta às tarifas estabelecidas pelo presidente Donald Trump.
Como resultado das medidas chinesas, houve suspensão da exportação de uma ampla variedade de minerais e ímãs considerados estratégicos. Isso afetou cadeias de suprimentos essenciais para montadoras, fabricantes do setor aeroespacial, empresas de semicondutores e fornecedores da indústria militar em todo o mundo.
Segundo a autoridade da Casa Branca, o entendimento alcançado trata de “como podemos implementar a agilização de remessas de terras raras para os EUA novamente”.
O acordo entre os dois países é visto como fundamental para a retomada do fluxo de minerais estratégicos, essenciais não apenas para a indústria americana, mas também para o equilíbrio das cadeias globais de produção.
Setores como o automotivo, aeroespacial, de semicondutores e defesa dependem fortemente do fornecimento contínuo de terras raras, cuja produção é majoritariamente concentrada na China.
O compromisso firmado em Genebra pode contribuir para amenizar tensões comerciais e garantir maior previsibilidade ao mercado internacional de minerais críticos.