Política

Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro por 90 dias para tratar broncopneumonia

Ex-presidente deixa Papudinha com tornozeleira e proibido de usar celular e redes sociais
Bolsonaro em sessão no STF sobre prisão domiciliar e broncopneumonia em composição editorial

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar por 90 dias para se recuperar de uma broncopneumonia bacteriana.

A decisão atendeu ao pedido da defesa e contou com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), que reconheceu a gravidade do quadro clínico. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Ao deixar a Papudinha — unidade do Complexo Penitenciário da Papuda em Brasília —, Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e fica impedido de utilizar qualquer meio de comunicação: smartphones, telefones e redes sociais estão proibidos, mesmo por intermediários. A gravação de vídeos e áudios também está vetada.

Após o prazo de 90 dias, Moraes reanalisará as condições para determinar a manutenção ou o encerramento da prisão domiciliar humanitária. O ministro reconheceu que a Papudinha tem condições de garantir saúde e dignidade ao ex-presidente, mas entendeu que a rápida evolução do quadro clínico justifica a flexibilização temporária.

O pedido que resultou na decisão desta terça foi protocolado pela defesa em 17 de março, dias após Bolsonaro ser internado com broncopneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. A defesa havia argumentado que a gravidade e a rápida evolução do quadro foram evidenciadas pelos exames de imagem realizados durante a internação.

Moraes havia encaminhado o pedido à PGR em 20 de março para que a Procuradoria se manifestasse — etapa que pavimentou a decisão de hoje. Veja como o encaminhamento foi conduzido. O procurador-geral Paulo Gonet emitiu parecer favorável, argumentando que o quadro de comorbidades de Bolsonaro o expõe a risco iminente — manifestação que Moraes levou em conta ao conceder o benefício. Leia o posicionamento completo da PGR.

Histórico de internações desde a prisão

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro precisa de atendimento médico após ser detido. Em setembro do ano passado, ainda cumprindo prisão domiciliar, ele apresentou vômitos, tontura e queda de pressão arterial. Em janeiro deste ano, quando estava na Superintendência da Polícia Federal, foi internado após bater a cabeça em um móvel da cela.

No mesmo mês, a pedido dos advogados, foi transferido para a Papudinha — estrutura com fisioterapia, médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha adaptada. Só nessa unidade, Bolsonaro acumulou mais de 140 atendimentos médicos, com consultas diárias de médicos particulares e de profissionais da própria unidade prisional.

Quadro clínico em evolução lenta

O boletim médico divulgado na segunda-feira (23) apontou evolução favorável, com transferência da UTI prevista para as próximas 24 horas. O cardiologista Brasil Caiado havia informado na semana anterior que os exames mostram melhora, embora a evolução seja lenta. O ex-presidente permanece clinicamente estável.

No início de março, Moraes havia negado um pedido anterior de prisão domiciliar, citando a intensa agenda de visitas de Bolsonaro — inclusive de políticos — como indício de bom estado de saúde. Laudos da Polícia Federal também não indicavam, naquele momento, necessidade de hospitalização.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Lulinha ao Senado

Relator da CPMI do INSS pede indiciamento de 220 pessoas, de Lulinha a ex-ministros

Desemprego sobe no trimestre mas atinge menor patamar histórico para fevereiro

Bolsonaro deixa hospital e inicia prisão domiciliar com tornozeleira em Brasília