O ministro Edson Fachin, presidente do STF, e o decano Gilmar Mendes fizeram discursos de aniversário de nove anos de Alexandre de Moraes na corte nesta quinta-feira (19). Em meio à pressão do caso Banco Master, que revelou supostas mensagens entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, os colegas destacaram a atuação de Moraes nos processos da tentativa de golpe de Estado em 2022.
Gilmar Mendes afirmou que, no momento, “vicejam críticas injustas e açodadas contra as investigações que impediram um golpe de Estado no Brasil”.
Discurso de Fachin
Fachin abriu a sessão do Supremo com um discurso para marcar os nove anos da atuação de Moraes no tribunal. O presidente do STF afirmou que “houve uma tentativa de romper com a ordem democrática” e lembrou que a contribuição do magistrado “não foi substituir o tribunal”, mas garantir que ele “pudesse decidir”.
Posição de Gilmar Mendes
O decano da Corte também discursou na homenagem a Moraes. Citou a atuação do ministro no inquérito das fake news e pontuou que, nesta condição, Moraes “foi alçado à posição de pivô da defesa da democracia brasileira”.
Mendes falou que, no momento, “vicejam críticas injustas e açodadas contra as investigações que impediram um golpe de Estado no Brasil”. Citou outras investigações, como o inquérito das milícias digitais e a atuação de Moraes na suspensão da rede social X. O decano também lembrou o papel do ministro no 8 de janeiro de 2023 e na ação penal da trama golpista.
Contexto da crise
O escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barsi, tinha um contrato de cerca de R$ 129 milhões com o Banco Master, mas negou que atuasse junto ao STF. Reportagens revelaram supostas trocas de mensagens entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso na Operação Compliance Zero.
Na mesma semana da homenagem, Fachin articulava nos bastidores para conter a crise institucional gerada pelo caso Banco Master, tendo se reunião com André Mendonça, relator das investigações.
