Política

Mendonça prorroga inquérito do Master por ao menos 60 dias no STF

Celulares sem perícia e possível delação de Vorcaro redefinem o rumo das investigações

O ministro André Mendonça vai prorrogar por ao menos 60 dias o inquérito que apura as fraudes do Banco Master no Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada porque o caso ainda está na “fase inicial”, segundo o próprio relator.

O prazo original, fixado pelo ex-relator Dias Toffoli, encerrava nesta semana. A maior parte dos celulares apreendidos nas operações ainda não passou por perícia — um dos fatores que impulsionaram a extensão.

Desde que assumiu a relatoria, Mendonça vem trabalhando em conjunto com a Polícia Federal para apurar as irregularidades atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. A mudança de comando alterou o tom e o ritmo das apurações — e a prorrogação é reflexo direto dessa nova postura.

Das mais de 111 unidades de celular apreendidas nas operações, apenas 10% haviam sido periciadas no início de março — volume que, por si só, já justificava a extensão do inquérito além do prazo original. A expectativa é que os dados extraídos dos aparelhos revelem novidades e levem ao aprofundamento das investigações.

A Polícia Federal já tem respaldo para conduzir as negociações de colaboração premiada sem a participação da PGR, com o aval do próprio Mendonça — o que abre caminho para que as tratativas avancem de forma independente da Procuradoria-Geral da República.

Com a Segunda Turma do STF formando placar de 2 a 0 para manter a prisão preventiva de Vorcaro, a estratégia jurídica de contestar a detenção esvaziou — abrindo caminho para a troca de advogados e para a possibilidade de fechar uma delação premiada.

Se o banqueiro decidir colaborar com as investigações, o inquérito pode ganhar um ritmo diferente. Investigadores, porém, já alertam: será a delação mais complicada de ser fechada. O alcance das revelações potencialmente atinge os três poderes da República — e não bastará relatar os esquemas de fraude e compra de apoio. Vorcaro terá, principalmente, de provar o que disser.

As negociações prometem ser tensas. Haverá pressão para que o banqueiro poupe aliados e amigos. E caso minta ou omita informações, o acordo pode não se concretizar.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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