Economia

Petróleo dispara quase 4% com temor de bloqueio no Estreito de Ormuz

Tensão entre EUA e Irã reacende medo de inflação e pressiona juros nos Estados Unidos
Barris de petróleo armazenados com mapa de rotas do petróleo Estreito de Ormuz ao fundo

O petróleo Brent subiu 4,48% nesta terça-feira (14), para US$ 87,03 o barril, maior valor em quatro semanas, depois de o governo de Donald Trump reforçar o bloqueio naval ao Irã.

O WTI avançou 3,46%, para US$ 80,84. O mercado teme que o conflito interrompa o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passam cerca de 20% da oferta mundial de petróleo e gás.

Escalada reacende temor no mercado

A alta ocorre poucos dias depois de o Irã fechar novamente o Estreito de Ormuz em resposta a uma nova onda de ataques dos EUA no fim de semana, elevando o risco de desabastecimento na rota que concentra parte relevante do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.

Na segunda-feira (13), os preços chegaram a subir quase 10% com a escalada das tensões no Oriente Médio. Segundo analistas do ANZ, se as interrupções na navegação continuarem, o barril pode permanecer entre US$ 85 e US$ 90 nas próximas semanas.

Acordo sob risco

O clima de instabilidade contrasta com o memorando de entendimento assinado por EUA e Irã em 17 de junho, que havia derrubado o Brent para perto de US$ 83 e disparado um rali nas bolsas globais. Agora, o mercado passa a precificar o risco de que o entendimento não se sustente diante da intensificação dos ataques militares.

Reflexos na inflação e nos mercados

A escalada acontece no mesmo dia em que investidores aguardam os dados de inflação de junho nos Estados Unidos. O temor é que o petróleo mais caro pressione os preços de combustíveis e transporte, dificultando o trabalho do Federal Reserve, que já sinalizou manter os juros elevados caso a inflação siga acima da meta.

O dólar permaneceu perto da máxima em 13 meses, refletindo a expectativa de juros altos por mais tempo. Nas bolsas, o movimento foi misto: os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta, puxados por ações do setor de energia, enquanto Londres operou em queda, pressionada pelos setores financeiro e de viagens. Em Wall Street, os futuros não mostraram direção única.

O cenário é bem diferente daquele registrado há cerca de três semanas, quando o barril chegou a recuar para perto de US$ 73, próximo aos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio, antes de a nova escalada no Estreito de Ormuz reverter a trajetória de queda.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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