Saúde

SUS terá nova combinação de medicamentos para casos graves de leishmaniose visceral

Decisão beneficia pacientes com imunidade comprometida, grupo de maior risco de recaída e complicações
Paciente recebendo cuidado profissional com medicamentos para tratamento leishmaniose visceral SUS

O Ministério da Saúde incorporou ao SUS uma nova estratégia para tratar a leishmaniose visceral em pacientes imunocomprometidos.

A combinação de anfotericina B lipossomal e miltefosina foi oficializada nesta quinta-feira (2) pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), com prazo de 180 dias para que o tratamento esteja disponível na rede pública.

Por que a combinação de remédios é necessária?

A leishmaniose visceral é causada por parasitas do gênero Leishmania, transmitidos pela picada do mosquito-palha. Diferentemente da forma cutânea, que provoca lesões na pele, a forma visceral atinge órgãos como baço, fígado e medula óssea — e pode ser fatal sem tratamento adequado.

Em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido — como transplantados ou portadores de condições que reduzem a imunidade —, o controle da infecção costuma ser mais difícil. O parasita tende a persistir no organismo, a resposta ao tratamento é frequentemente insuficiente e as recaídas são mais comuns após a melhora inicial.

A nova estratégia age em duas frentes simultâneas: a anfotericina B lipossomal danifica a estrutura do parasita, enquanto a miltefosina interfere em processos essenciais à sua sobrevivência. O uso associado dos dois medicamentos busca justamente aumentar a eficácia para esse grupo considerado mais vulnerável.

A incorporação seguiu avaliação da Conitec — Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS —, que analisou evidências científicas, benefícios clínicos e impacto orçamentário antes de recomendar a inclusão da nova terapia na rede pública.

Doença negligenciada e ampliação do acesso

A leishmaniose visceral é classificada como doença negligenciada por afetar predominantemente populações em situação de vulnerabilidade e regiões com menor infraestrutura de saneamento e controle ambiental.

Entre os sintomas mais comuns estão febre prolongada, perda de peso, fraqueza intensa, crescimento do abdômen pelo aumento do fígado e do baço, além de alterações no sangue como anemia. O quadro pode se agravar rapidamente em pacientes sem imunidade plena.

A incorporação ao SUS representa um avanço especialmente relevante num país em que a doença ainda circula em regiões com acesso limitado à saúde especializada. Para pacientes imunocomprometidos, que enfrentam risco maior de complicações e retorno da infecção, a disponibilização dessa combinação no sistema público pode ampliar as chances de cura e reduzir internações prolongadas.

Com a publicação da portaria, o Ministério da Saúde deverá organizar protocolos clínicos, logística de distribuição e acesso ao tratamento dentro do prazo estabelecido.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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