Um novo lote do chamado “dinheiro esquecido” do antigo fundo PIS/Pasep começa a ser creditado nesta quinta-feira (25). Os beneficiados são trabalhadores que solicitaram o ressarcimento até 31 de maio.
O saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o valor varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os montantes estão corrigidos pela inflação.
Quem ainda não pediu o ressarcimento tem até terça-feira (30) para entrar no próximo lote, com pagamento previsto para 27 de julho.
Como consultar e solicitar o ressarcimento
O trabalhador pode verificar se tem valores a receber pelo site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Para acessar a plataforma Repis Cidadão, é obrigatório ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
O pedido pode ser feito em agências da Caixa Econômica Federal ou diretamente pelo app do FGTS. Pelo aplicativo, o caminho é: menu “mais” → “ressarcimento PIS/Pasep” → seguir as instruções para anexar os documentos exigidos.
Documentos necessários
O próprio beneficiário precisa apenas de um documento de identidade oficial. Herdeiros, em caso de falecimento do titular, devem apresentar documentação adicional — a plataforma Repis Cidadão orienta sobre os documentos específicos para essa situação.
Após a solicitação, a Caixa analisa o pedido e repassa as informações ao Ministério da Fazenda. O crédito é realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou em conta poupança social digital, conforme calendário do governo.
Além do PIS/Pasep, outros R$ 4,9 bilhões em dinheiro esquecido aguardam resgate em contas bancárias via plataforma do Banco Central — e um mesmo trabalhador pode ter direito aos dois programas. Saiba como verificar os valores esquecidos em bancos.
A trajetória do fundo PIS/Pasep
O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para estimular a poupança dos trabalhadores do setor privado. Em seguida, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foi lançado com o mesmo objetivo, mas voltado a servidores civis e militares.
Em 1975, os dois fundos foram unificados no Fundo PIS-Pasep, que operou até 1988 — quando foi substituído pelo abono salarial, benefício pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos critérios do programa.
Em 2020, as cotas que ainda não haviam sido sacadas foram transferidas para o FGTS e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. A partir daí, a Caixa passou a aceitar pedidos de ressarcimento dos valores acumulados.
NIS e PIS: mesma numeração, origens distintas
O Número de Identificação Social (NIS) e o PIS compartilham a mesma sequência de 11 dígitos — a diferença está na origem. O NIS é gerado quando alguém passa a acessar benefícios sociais; o PIS é criado no momento da primeira assinatura da carteira de trabalho. Ambos são emitidos pela Caixa Econômica Federal.
