O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, nesta sexta-feira (7), a criação de uma polícia conjunta entre países sul-americanos para combater o crime organizado além das fronteiras nacionais.
A proposta foi apresentada durante sabatina do g1 e da GloboNews. Segundo Caiado, o comando da corporação seria alternado por eleições entre os países-membros, e ele pretende ser o primeiro a ocupá-lo.
Uso das Forças Armadas e o caso do Rio de Janeiro
Caiado ainda não conversou formalmente com nenhum governo estrangeiro sobre a proposta, mas afirmou que pretende iniciar as tratativas caso seja eleito presidente. Para ele, o Brasil precisa “resgatar o patrimônio territorial” tomado pelo crime organizado, processo que passaria pela reocupação de áreas hoje controladas por facções.
Ao reagir a um vídeo antigo em que comentava as polícias brasileiras, o candidato reafirmou a defesa de acionar Marinha, Exército e Aeronáutica para retomar territórios dominados pelo crime. Ele citou o Rio de Janeiro como exemplo de estado onde a circulação em determinadas regiões é hoje inviável para forças de segurança e para a população.
Crítica ao governo federal e o Consórcio da Paz
Caiado também criticou o governo Lula por, segundo ele, nunca ter apoiado o Consórcio da Paz, aliança formada em 2025 por seis governadores para integrar ações de segurança pública entre os estados. Além do próprio Caiado, à época em Goiás, integraram o grupo Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC), Eduardo Riedel (MS) e Tarcísio de Freitas (SP).
A proposta de uma polícia sul-americana ainda depende de acordos diplomáticos que não foram iniciados e deve enfrentar resistência de outros países quanto à cessão de soberania sobre operações policiais em seus territórios. Até o momento, Caiado não detalhou financiamento nem a estrutura jurídica da corporação.