O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta sexta-feira (7), em sabatina ao g1 e à GloboNews, que pretende promover um ajuste fiscal e cortar despesas da máquina pública caso seja eleito.
Ele descartou privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, mas disse que venderia os Correios e segmentos da Petrobras, além de revisar pontos da reforma tributária.
Ajuste fiscal e revisão de programas
Questionado sobre o que cortaria e em quais setores, Caiado não detalhou números. Disse apenas que pretende fazer uma análise da estrutura administrativa e da eficiência dos projetos antes de definir os cortes.
Como exemplo do que pode fazer à frente do governo federal, o candidato citou as reformas administrativa e da previdência aplicadas durante sua gestão em Goiás.
Revisão da reforma tributária
O candidato afirmou que pretende revisar pontos da reforma tributária considerados prejudiciais à iniciativa privada. “Eu vou revisar todos esses pontos que hoje estão penalizando a iniciativa privada. Rever pontos que são fundamentais para que diminua a burocracia”, declarou.
Petrobras: venda por partes
Sobre a Petrobras, Caiado disse que privatizaria apenas segmentos da estatal. Segundo ele, a empresa deixa a desejar na exploração do gás natural, mas tem bom desempenho na exploração de petróleo em águas profundas — o que, na avaliação do candidato, justificaria uma venda segmentada.
Contraste com outros candidatos
A posição de Caiado sobre estatais contrasta com a defendida por outros nomes na disputa presidencial. Na véspera, na mesma sabatina do g1 e da GloboNews, Romeu Zema (Novo) defendeu privatizar tudo, incluindo a Petrobras e o Banco do Brasil — empresas que Caiado descartou vender ou vendeu apenas parcialmente.
Ainda na sabatina desta sexta-feira, Caiado defendeu a criação de uma força policial conjunta entre países sul-americanos para combater o crime organizado além das fronteiras nacionais, ampliando o leque de propostas apresentadas durante a entrevista.