Economia

Vinhos importados premium avançam enquanto rótulos baratos perdem espaço

Brasil bate recorde de importação de vinho de olho no acordo UE-Mercosul
Vinhos importados premium Brasil ganham espaço com taça de vinho e bandeira da UE ao fundo

A inflação apertou o orçamento da classe média baixa e derrubou em 9% o volume de vinhos importados mais baratos consumidos no Brasil no primeiro trimestre de 2026, aponta levantamento da consultoria Ideal.BI.

Enquanto os rótulos de entrada perdem espaço, as marcas premium ganham força: elas já respondem por um terço da receita das importações do setor e atingiram preço médio recorde de US$ 31,2 por caixa de 9 litros.

Recorde de abastecimento puxado pelo acordo com a União Europeia

O mercado nacional de vinhos movimentou R$ 4,18 bilhões no primeiro trimestre e atingiu patamar inédito de abastecimento, com 10,22 milhões de caixas — alta de 12% em volume na comparação com o mesmo período de 2025. O salto foi puxado pela expectativa do setor em relação à entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

América do Sul lidera embarques

A região registrou participação histórica nos embarques para o Brasil, respondendo por 65% do volume total. O Uruguai foi o país que mais ampliou o fornecimento, com alta de 44%, seguido pela Argentina, com crescimento de 16%.

O setor de espumantes teve volume 9% maior, mesmo com queda de 24% nas importações — recuo puxado principalmente pelos embarques da Espanha, que caíram 57%. Já os vinhos tintos importados voltaram a crescer após dois anos de quedas consecutivas, ganharam 2 pontos percentuais de participação e passaram a representar 70% do faturamento total do setor, segundo Felipe Galtaroça, CEO da Ideal.BI.

A fatia dos vinhos rosés recuou para 5% da receita, enquanto os brancos mantiveram participação de 25%.

Apesar do recorde de abastecimento, o consumo interno de vinhos ficou praticamente estável no início de 2026, com alta de apenas 1,2%. Os espumantes tiveram retração de 1,4% no consumo no mesmo período.

O relatório da Ideal.BI projeta que o mercado brasileiro de vinhos deve fechar 2026 com produção de 56,8 milhões de caixas, crescimento de 6,9% frente a 2025. Os espumantes devem superar 4 milhões de caixas no ano.

O apetite do setor vinícola pelo acordo com o bloco europeu reflete um movimento mais amplo do comércio brasileiro: pressionado pelo tarifaço dos Estados Unidos, o Brasil acelerou acordos comerciais com a União Europeia, o EFTA e Singapura para diversificar parceiros e reduzir a dependência do mercado americano.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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