A Força Aérea Brasileira decola nesta terça-feira (14) do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com o segundo voo de ajuda humanitária ao governo cubano.
Ao todo, o Brasil vai enviar 48 toneladas de leite em pó a Cuba, país que enfrenta um agravamento do desabastecimento de alimentos. A chegada das duas aeronaves está prevista para quarta-feira (15), em Santiago de Cuba.
Sanções dos EUA agravam a crise cubana
O novo envio ocorre poucos meses depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar, em 1º de maio, uma ordem executiva que endurece as sanções contra Cuba. Na ocasião, ele classificou a ilha — situada a 150 km da costa da Flórida — como “uma ameaça extraordinária” à segurança nacional americana.
O agravamento da crise já estava no radar do Planalto antes mesmo da decolagem dos aviões: o governo Lula planeja nova fase de ajuda à Venezuela e também mira a crise em Cuba, com relatos internos de aumento da fome na ilha.
Os alimentos são fornecidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e seguem em dois voos da FAB, ambos com destino a Santiago de Cuba, na região oriental do país.
Segunda doação brasileira em menos de um ano
Não é a primeira vez que o Brasil socorre Cuba. Em 2025, o governo já havia enviado ajuda humanitária após os estragos do furacão Melissa, cujos efeitos ainda são sentidos na região oriental cubana — justamente onde fica Santiago de Cuba, destino dos dois voos desta semana.
O colapso econômico da ilha, agravado pelas sanções americanas, é também o pano de fundo de outro fenômeno registrado no Brasil: cubanos têm chegado ao país em número recorde por rotas clandestinas de coiotes, em busca de escapar da crise de abastecimento.
