Política

Defesa de Wagner recorre ao STF para anular busca e apreensão da PF

Líder do governo Lula no Senado nega ter atuado em favor do Banco Master e questiona validade da operação
Jaques Wagner em recurso ao STF contra a operação Compliance Zero

A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolou nesta segunda-feira (22) um recurso no Supremo Tribunal Federal para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência.

O senador, líder do governo Lula no Senado, foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (18), com mandado assinado pelo ministro André Mendonça.

O que a PF apura

Segundo a investigação, Wagner teria agido em defesa dos interesses do Banco Master no Congresso Nacional e, em troca, recebido vantagens indevidas. Entre as supostas benesses estão um apartamento de luxo em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e repasses de R$ 3,5 milhões para empresas vinculadas ao núcleo familiar do parlamentar.

Os R$ 3,5 milhões teriam sido transferidos da empresa “PKL One Participações S.A.” — ligada ao grupo Banco Master/Credcesta e dirigida por Andréa Lima Novaes, prima do banqueiro Augusto Ferreira Lima — para a “BN Financeira Ltda.”, empresa conectada à família do senador.

Na operação, a PF apreendeu US$ 49 mil em espécie em um endereço em Brasília ligado ao parlamentar. A Operação Compliance Zero mira um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça atribuído ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A versão da defesa

Em nota, os advogados de Wagner afirmam que a operação contém erros graves que comprometem sua validade jurídica. Sobre o dinheiro apreendido, a defesa sustenta que a origem é lícita e documentada: parte viria de diárias pagas pelo Senado para missões internacionais e parte teria sido adquirida em transações regulares com instituições financeiras.

A defesa também destaca que Wagner se posicionou contra a chamada “Emenda Master” — proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) durante a tramitação da PEC de autonomia operacional do Banco Central. O próprio relator da matéria, senador Plínio Valério (PSDB-AM), confirmou que jamais foi procurado pelo líder do governo para tratar do assunto.

Além de Wagner, a 9ª fase da Compliance Zero também mirou o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e controlador do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central em fevereiro deste ano. Uma mensagem recuperada do celular de Lima revela que o enteado do senador, Eduardo Mendonça Sodré Martins, teria cobrado pagamentos ao banqueiro: “Amanhã vencem os boletos e são altos”. Lima respondeu que o cenário estava “crítico” e atribuiu as dificuldades ao fracasso da operação entre o Banco Master e o BRB.

Quatro dias antes do recurso ao STF, quando a operação foi deflagrada, Wagner já havia apresentado publicamente sua versão — negando irregularidades e afirmando que os US$ 49 mil apreendidos correspondiam a diárias pagas pelo Senado para missões no exterior.

O recurso encaminhado ao STF busca a anulação formal da decisão de André Mendonça que autorizou a busca e apreensão, inserindo o senador como parte ativa no processo judicial que gira em torno do suposto esquema investigado pelo Banco Master.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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