A Caixa Econômica Federal abre os pagamentos do Bolsa Família referentes a junho no dia 17, com início pelos beneficiários cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 1.
Os repasses seguem nos últimos dez dias úteis do mês, de forma escalonada por dígito final do NIS. Em dezembro, os pagamentos são antecipados — única exceção ao calendário padrão do programa.
Quem tem direito ao Bolsa Família
O critério central de elegibilidade é a renda mensal familiar per capita de até R$ 218. O cálculo é direto: some todos os rendimentos do grupo familiar e divida pelo número de integrantes. Se o resultado ficar abaixo desse teto, a família pode solicitar o benefício.
Além da faixa de renda, os beneficiários precisam cumprir contrapartidas sociais, como manter crianças e adolescentes com frequência escolar regular e comparecer às consultas de saúde previstas pelo programa.
Quanto o programa paga
O valor mínimo garantido é de R$ 600 por família. O programa também prevê adicionais conforme o perfil dos beneficiários — complementos destinados a famílias com crianças, adolescentes ou gestantes, por exemplo.
Para ingressar no programa, é necessário se cadastrar no Cadastro Único (CadÚnico), principal instrumento do governo federal para mapear famílias de baixa renda. A inclusão no cadastro não garante automaticamente o benefício — cada programa tem critérios próprios —, mas é pré-requisito indispensável para que a solicitação seja avaliada.
Como movimentar o benefício
Os beneficiários podem acessar e movimentar o dinheiro pelo aplicativo Caixa TEM ou pelo internet banking, sem precisar comparecer a uma agência. O cartão do programa também permite compras em estabelecimentos comerciais por meio da função débito.
Para quem prefere dinheiro em espécie, o saque pode ser feito em terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da própria Caixa.
A importância do programa vai além do calendário mensal. Dados da PNAD Contínua 2025 do IBGE revelam que a renda per capita média dos beneficiários é de apenas R$ 774 — menos de 30% da renda média de quem não recebe o benefício. Para essas famílias, o Bolsa Família é renda essencial, não complementar, como mostram os números do instituto.