O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta quinta-feira (28) a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, no Palácio do Planalto, em Brasília.
Na pauta do encontro bilateral estão acordos de combate ao crime organizado na fronteira compartilhada e de cooperação ambiental entre os dois países amazônicos.
Geerlings-Simons, do Partido Nacional Democrata, é a primeira mulher a assumir a presidência do Suriname.
A reunião terá quatro eixos prioritários definidos pelo Ministério das Comunicações: petróleo, conectividade e infraestrutura, programas sociais e agronegócio.
Fronteira de 593 km no coração da Amazônia
Brasil e Suriname compartilham uma fronteira terrestre de 593 quilômetros — a menor divisa do Brasil com um país vizinho. A região fica no Norte do país, entre os estados do Pará e do Amapá, em área de floresta amazônica de difícil acesso. Apesar da fronteira comum, a travessia por terra é inviável.
O Suriname tem 95% do seu território coberto por floresta, e seus principais produtos de exportação são petróleo e ouro. Ambas as nações compartilham preocupações com a preservação da Amazônia, as mudanças climáticas e o avanço das queimadas na região.
A preparação para o encontro começou no início da semana, quando ministros do Suriname vieram ao Brasil para reuniões preparatórias com seus pares brasileiros. Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo era realizar diagnósticos conjuntos para que, durante o encontro desta quinta, sejam apresentadas soluções concretas aos temas levantados.
Garimpo ilegal e tráfico de drogas na pauta de segurança
Os dois países enfrentam desafios comuns na faixa de fronteira: garimpo ilegal, tráfico de drogas e outros crimes transnacionais. A cooperação de segurança é um dos pontos mais sensíveis da relação bilateral, justamente por se tratar de uma área de difícil acesso e com presença limitada do Estado.
Em 2025, o Brasil apoiou a candidatura do chanceler do Suriname à Organização dos Estados Americanos (OEA), sinalizando o estreitamento das relações diplomáticas entre os dois vizinhos amazônicos.
