Política

PF detalha como Castro cooptou máquina pública do RJ para beneficiar refinaria

Decisão de Moraes aponta troca de secretários, derrubada de interdições e jantar com bilionário em Nova York
Moraes no STF: Cláudio Castro cooptação estado RJ revelada em investigação federal

A Polícia Federal revelou nesta sexta-feira (15) como o ex-governador Cláudio Castro (PL) transformou órgãos do estado do Rio de Janeiro em instrumentos a serviço do Grupo Refit, ex-Refinaria de Manguinhos.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que embasou a operação, aponta uma “cooptação integral do estado do Rio de Janeiro” em favor de interesses privados da refinaria.

De acordo com o documento judicial, Castro mobilizou secretarias e entidades estaduais em prol da Refit. Secretaria da Fazenda, Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Procuradoria-Geral do Estado e Polícia Civil foram direcionados a atuar nos interesses da empresa.

Secretários trocados e interdições derrubadas

A decisão detalha que os interesses da Refit guiaram o então governador a promover trocas de secretários de estado sempre que necessário para manter o alinhamento. Castro também teria intervido diretamente para derrubar interdições federais impostas à refinaria.

O jantar em Nova York aparece como evidência da proximidade entre o ex-governador e os donos do esquema: Castro e Ricardo Andrade Magro, apontado como um dos maiores sonegadores do Brasil e dono da Refit, dividiram a mesa nos Estados Unidos.

Magro é igualmente alvo da operação deflagrada nesta sexta-feira (15).

A operação surge em um momento de forte pressão sobre o ex-governador. O TSE havia formalizado a inelegibilidade de Castro por oito anos, após condenação por abuso de poder político-econômico nas eleições de 2022 — o que já o havia retirado da disputa política antes mesmo desta nova ofensiva judicial.

No lado empresarial do esquema, Ricardo Magro teve a prisão preventiva decretada pelo STF no mesmo dia e passou a ser alvo de pedido de Difusão Vermelha da Interpol. As investigações o apontam como responsável por fraude superior a R$ 52 bilhões no setor de combustíveis — um dos maiores casos de sonegação da história do país.

A decisão de Moraes reforça que a Refit não se limitou a obter favores pontuais do governo estadual, mas conseguiu instrumentalizar de forma sistemática toda a estrutura pública fluminense para proteger e ampliar seus negócios.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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