Economia

Governo estuda liberar R$ 7 bi do FGTS para quitar dívidas de 10 milhões

Ministro Marinho confirma saldo residual bloqueado pelo saque-aniversário que a Caixa não repassou em 2025
Presidente Lula e fachada moderna da Caixa ilustram liberação do FGTS para pagamento de dívidas de 10 milhões

O governo federal estuda liberar R$ 7 bilhões do FGTS para cerca de 10 milhões de trabalhadores endividados. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (9) pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em entrevista à GloboNews no Palácio do Planalto.

O valor é considerado residual — parte dos recursos que a Caixa Econômica Federal deixou de repassar em 2025, quando duas medidas provisórias assinadas por Lula liberaram o saldo bloqueado de demitidos que haviam optado pelo saque-aniversário.

O programa ainda está em estudo e pode ser lançado nos próximos dias.

De onde vem o saldo residual do FGTS

Em 2025, o presidente Lula assinou duas medidas provisórias para desbloquear o FGTS de trabalhadores demitidos que tinham aderido ao saque-aniversário. Nessa modalidade, o saldo do fundo era usado como garantia de empréstimos bancários — e, após a demissão, os recursos ficaram retidos, impedindo o acesso à multa rescisória.

O Ministério do Trabalho informou que as medidas resultaram na liberação de cerca de R$ 20 bilhões em 2025. Segundo a pasta, porém, a Caixa não repassou a totalidade dos recursos. O saldo não liberado é estimado em R$ 7 bilhões — e é exatamente esse valor que o ministério propõe destravar agora.

A quantidade exata de beneficiários ainda está sendo apurada. A avaliação inicial do Ministério do Trabalho aponta para cerca de 10 milhões de pessoas com direito ao uso dos recursos.

Consignado CLT também na pauta

Na mesma conversa com a GloboNews, Marinho defendeu uma nova regulamentação do FGTS como garantia para empréstimos consignados privados. O consignado CLT completou um ano com R$ 84 bilhões em contratos, mas a ausência de regras claras para o FGTS como garantia mantém os juros do crédito privado quase no dobro dos cobrados a servidores e aposentados.

Parte de uma ofensiva mais ampla

A proposta de Marinho se encaixa em uma frente mais ampla do governo Lula contra o endividamento das famílias brasileiras. A demanda por um programa de quitação de dívidas partiu diretamente do presidente, que tem reforçado a preocupação com o tema em entrevistas e discursos públicos.

Dois dias antes do anúncio, o governo já articulava um programa para reunir todas as dívidas de pessoas físicas em um único contrato, com descontos que podem chegar a 80% para quem ganha até três salários mínimos.

A movimentação tem raízes no fim de março, quando o Ministério da Fazenda abriu negociações com bancos após o comprometimento de renda das famílias atingir 29,3% — o maior nível da série histórica do Banco Central.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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