Política

PGR pede inquérito contra ministro do STJ acusado de assédio sexual

Paulo Gonet vê indícios suficientes para persecução penal contra Marco Buzzi, já afastado do cargo desde fevereiro
Paulo Gonet (PGR) em inquérito contra ministro Buzzi STJ sobre assédio sexual institucional

A Procuradoria-Geral da República defendeu a abertura de inquérito criminal contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), investigado por importunação sexual contra uma jovem de 18 anos.

O procurador-geral Paulo Gonet enviou parecer favorável no dia 31 de março ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. A decisão final sobre abrir ou não o inquérito cabe a Nunes Marques.

Buzzi, que nega as acusações, foi afastado de suas funções em fevereiro por decisão do próprio STJ.

O que diz o parecer da PGR

Em documento enviado ao STF, Paulo Gonet afirmou que as declarações da vítima, somadas às provas colhidas na esfera administrativa, são base suficiente para iniciar a persecução penal. “As declarações prestadas pela vítima, somadas às provas já produzidas nas instâncias administrativas, apresentam-se como suficientes para deflagrar a persecução penal, notadamente porque amparada por elementos mínimos de informação”, escreveu o procurador-geral.

O posicionamento da PGR deve repercutir também na esfera disciplinar. O STJ julga no dia 14 de abril se abre processo administrativo contra Buzzi — e o parecer indicando indícios de crime tende a pesar nessa decisão.

No processo administrativo, o ministro pode ser punido com sanções progressivas, incluindo a aposentadoria compulsória, penalidade mais severa aplicável a magistrados.

A sindicância que embasou a manifestação da PGR foi prorrogada até 14 de abril pelo STJ, que suspendeu Buzzi do cargo por unanimidade ainda em fevereiro — impedindo-o de acessar o tribunal, usar veículo oficial e exercer qualquer prerrogativa do cargo. Veja os detalhes do afastamento e da investigação no STJ.

Defesa e repercussão

Em carta enviada aos colegas do tribunal no momento do afastamento, Buzzi lamentou os impactos pessoais do caso. “Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instaurados demonstrarei minha inocência”, afirmou o ministro.

O advogado da vítima, Daniel Bialski, disse esperar que a investigação seja conduzida “da forma mais correta possível”.

O caso Buzzi não é episódio isolado. No mesmo período, a PGR já havia acionado o STJ em outro processo envolvendo magistrado suspeito de crimes sexuais — o desembargador Magid Nauef Láuar, do TJMG —, consolidando uma atuação mais incisiva de Paulo Gonet em denúncias desse tipo dentro do Judiciário. Entenda o outro caso em que a PGR pediu inquérito contra magistrado por crimes sexuais.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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