A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) uma operação para desarticular um grupo suspeito de invadir sistemas internos do INSS e cometer fraudes contra a previdência social.
Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços no Distrito Federal durante a ação.
As investigações tiveram início após a identificação de acessos não autorizados à rede interna da autarquia, com indícios de comprometimento de credenciais e dados sensíveis dos segurados.
A PF suspeita que os investigados tenham explorado seus próprios cargos dentro do INSS para realizar os acessos irregulares — um esquema que aponta para uma ameaça interna, não apenas para agentes externos à instituição.
Se as suspeitas se confirmarem, os envolvidos poderão responder pelo crime de invasão de dispositivo informático, além de outros delitos que venham a ser identificados no curso das apurações.
Padrão recorrente de ataques a sistemas federais
A operação desta terça tem paralelo direto com a Operação Dataleaks, deflagrada em março, em que a PF desarticulou uma quadrilha especializada em invadir sistemas governamentais e comercializar dados sigilosos — o mesmo tipo de crime de invasão de dispositivo informático agora investigado no INSS.
O padrão reforça uma preocupação crescente das autoridades com a segurança cibernética de órgãos federais, especialmente aqueles que concentram dados de milhões de brasileiros.
O caso se insere em um contexto mais amplo de investigações sobre irregularidades na previdência. Em março, a PF já havia aprofundado as apurações sobre descontos não autorizados que prejudicaram mais de 5 milhões de aposentados e pensionistas no país — e a nova operação amplia o escopo das suspeitas para dentro da própria estrutura do instituto.
A identificação de credenciais comprometidas acende um alerta sobre a proteção dos dados cadastrais dos segurados, universo que inclui aposentados, pensionistas e trabalhadores com vínculos formais registrados no INSS.
A extensão real do vazamento e o número de pessoas potencialmente afetadas pela exposição de dados ainda dependem do andamento das investigações, que seguem em curso.
