Embaixadas brasileiras espalhadas pelo Oriente Médio começaram a emitir alertas de segurança para cidadãos do país na região diante da possível escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
A mobilização diplomática ocorre em meio à crescente tensão entre o governo de Donald Trump e Teerã, com risco real de agravamento militar no Golfo Pérsico.
A preocupação das representações brasileiras ganhou contornos mais concretos depois que drones iranianos atingiram representações diplomáticas dos EUA no Golfo, incluindo o consulado americano em Dubai — episódio que elevou o nível de alerta para estrangeiros presentes na região.
Não é a primeira vez que o Itamaraty aciona sua rede de postos diante de uma crise regional. Semanas atrás, a chancelaria brasileira havia adotado postura semelhante ao monitorar a escalada entre Israel e Hezbollah, acionando embaixadas para rastrear cidadãos brasileiros expostos ao conflito.
Desta vez, o cenário envolve diretamente Washington e Teerã, com o risco de um confronto de maior escala que pode afetar simultaneamente vários países do Oriente Médio onde há presença de brasileiros.
Risco vai além dos bombardeios diretos
A ameaça para brasileiros na região não se limita a ataques militares convencionais. Ex-diplomata americano alertou que, quanto mais o conflito com o Irã se prolongar, maior a chance de Teerã acionar grupos aliados para ataques em países do entorno — o que expande a zona de risco para além das fronteiras imediatas do conflito.
O quadro representa uma nova dimensão do perigo para civis estrangeiros na região. A possível escalada entre Washington e Teerã mantém toda a rede consular brasileira no Oriente Médio em modo de acompanhamento contínuo dos desdobramentos.
