Política

Eliziane Gama chama PEC dos juízes de ‘vacina’ contra impunidade na magistratura

Votação na CCJ do Senado está marcada para quarta (8); proposta substitui aposentadoria por perda do cargo
STF ao entardecer e ministro Flávio Dino: debate sobre PEC fim aposentadoria compulsória juízes

A senadora Eliziane Gama (PT-MA) defendeu nesta terça-feira (7) o relatório final da PEC que extingue a aposentadoria compulsória como punição a juízes, classificando-o como “uma vacina” contra a lentidão no afastamento de magistrados.

Em entrevista à Globonews, a parlamentar — relatora da proposta na CCJ do Senado — afirmou que o texto elimina o requisito do trânsito em julgado, acelerando as punições disciplinares. A votação está prevista para esta quarta-feira (8).

A PEC foi apresentada por Flávio Dino em fevereiro de 2024, quando o atual ministro do STF ainda ocupava uma cadeira no Senado. A proposta proíbe expressamente a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar para magistrados, militares e integrantes do Ministério Público, substituindo-a pela perda do cargo ou demissão nos casos mais graves.

Decisão de Dino e a corrida entre Congresso e Corte

Em 16 de março, já como ministro do STF, Dino determinou que o CNJ passasse a aplicar a perda do cargo — com consequente perda de salário — como punição máxima por infrações disciplinares. A medida antecipou administrativamente o que a PEC busca constitucionalizar.

A urgência do relatório também é alimentada pelo front judicial: a PGR recorreu da decisão de Dino ao plenário do STF, criando uma corrida paralela entre o Legislativo e a Corte para definir qual punição vale para magistrados.

O vácuo jurídico entre Constituição e Loman

Antes de 2019, a Constituição previa a aposentadoria compulsória por “interesse público” como punição — mecanismo que preservava os vencimentos proporcionais ao tempo de serviço do magistrado. A reforma previdenciária daquele ano suprimiu esses trechos, mas a Loman, editada antes da Constituição, ainda prevê o instituto como uma das penas mais graves da carreira.

A votação da PEC havia sido adiada em março após pedido de vista na CCJ, com audiência pública realizada antes do retorno à pauta — agora marcado para esta quarta (8).

O próprio CNJ revelou que 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória nos últimos 20 anos — exatamente o regime disciplinar que a PEC busca reformar. Até a decisão de Dino em março, o conselho não havia sido instado a alterar seus procedimentos, seguindo o que prevê a Loman e resoluções internas.

Antes das mudanças, a punição era aplicada por decisão da maioria absoluta de um tribunal ou do CNJ, após processo disciplinar com amplo direito de defesa. O mecanismo garantia o afastamento das funções, mas mantinha ao juiz ganhos proporcionais ao tempo de serviço.

A AGU é acionada nos casos que envolvem magistrados federais; as procuradorias estaduais entram quando o magistrado pertence à Justiça estadual. Com a eventual aprovação da PEC, a perda do cargo — sem salário — passaria a ser o teto das penalidades na magistratura brasileira.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Alcolumbre veta prorrogação da CPI do Crime Organizado

Embaixadas brasileiras emitem alertas no Oriente Médio ante escalada com o Irã

Eliziane Gama chama PEC dos juízes de ‘vacina’ contra impunidade na magistratura

Balança comercial fecha março com superávit de US$ 6,4 bi, pior em seis anos