Economia

Petróleo acima de US$ 100 força 4ª alta seguida na projeção de inflação

Focus desta semana eleva estimativa do IPCA para 4,36% em 2026, reflexo direto da guerra no Oriente Médio
Barris de petróleo com mapa do Oriente Médio e Banco Central, mostrando a projeção inflação 2026 da guerra

Pela quarta semana seguida, analistas do mercado financeiro elevaram a projeção de inflação para 2026. O movimento foi registrado no Boletim Focus desta segunda-feira (6), divulgado pelo Banco Central com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é direta: a guerra no Oriente Médio fez o barril de petróleo superar a marca de US$ 100, criando risco de alta nos combustíveis e pressão sobre o IPCA. A nova estimativa é de 4,36% para o ano — ante os 4,31% projetados na semana anterior.

Há menos de um mês, o mercado ainda projetava IPCA de 3,91% para 2026; quatro revisões consecutivas depois, a estimativa chegou a 4,36% — ainda dentro do intervalo tolerado pela meta contínua, que estabelece centro em 3% e limites entre 1,5% e 4,5%.

O mecanismo de transmissão é conhecido: o choque no petróleo encarece os combustíveis, que por sua vez elevam os custos de transporte e produção, propagando a pressão inflacionária por toda a cadeia de preços. Nesta segunda, o barril opera acima de US$ 100, ampliando a incerteza sobre o comportamento dos índices de preços nos próximos meses.

Quando o petróleo ultrapassou US$ 100 em março, o mercado já havia revisado as projeções de inflação para cima e refreado as apostas em cortes maiores da Selic — movimento que agora se repete pela quarta semana consecutiva.

O próprio Ministério da Fazenda havia alertado que o barril a US$ 100 empurraria a inflação acima de 4% — exatamente o cenário que o Focus desta semana começa a precificar com a projeção de 4,36%.

Apesar do ambiente inflacionário, o mercado financeiro manteve suas apostas em queda dos juros. A taxa Selic está em 14,75% ao ano, após o primeiro corte em quase dois anos, autorizado pelo BC na semana passada. Os analistas seguem projetando reduções adicionais ao longo de 2026.

PIB e câmbio: projeções seguem estáveis

Para o crescimento da economia em 2026, o mercado manteve a estimativa de expansão do PIB em 1,85% — patamar inferior ao resultado oficial de 2025, quando o IBGE registrou crescimento de 2,3%. Para 2027, a projeção permanece em 1,8%.

O câmbio também segue sem grandes alterações nas expectativas dos economistas: o dólar é projetado a R$ 5,40 ao final de 2026 e a R$ 5,45 no encerramento de 2027.

O impacto da inflação mais elevada recai com mais força sobre quem recebe salários menores. Quando os preços sobem e os rendimentos não acompanham o mesmo ritmo, o poder de compra da população se deteriora — efeito que tende a se acentuar enquanto o petróleo permanecer em patamares acima de US$ 100 e o conflito no Oriente Médio seguir sem resolução.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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