Economia

Trump impõe tarifa de 100% sobre medicamentos importados

Pacote integra reformulação de tarifas sobre metais e concede até 180 dias para farmacêuticas se adaptarem
Tarifas Trump medicamentos importados: visualização do impacto econômico na indústria farmacêutica

O presidente Donald Trump anunciou tarifas de 100% sobre determinadas importações de medicamentos de marca, no primeiro aniversário do chamado “Dia da Libertação”.

O novo pacote integra ainda uma reformulação das taxas sobre aço, alumínio e cobre e tem objetivo declarado de recompor arrecadação federal perdida após a Suprema Corte derrubar as tarifas anteriores em fevereiro deste ano.

Prazo e exceções para o setor farmacêutico

Na quinta-feira (2), o governo publicou os resultados de uma investigação de segurança nacional sobre importações farmacêuticas. As tarifas de 100% não entram em vigor imediatamente: grandes farmacêuticas têm 120 dias para se adequar, enquanto produtores menores dispõem de 180 dias.

Empresas que transferirem apenas parte da produção para os EUA enfrentarão uma taxa intermediária de 20%, segundo o governo. Para zerar completamente as tarifas, será necessário transferir integralmente a fabricação para território americano.

As taxas não serão uniformes. Em acordos comerciais com a União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Suíça, as tarifas sobre medicamentos de marca ficam limitadas a 15%. O Reino Unido obteve condição especial: tarifa zero para medicamentos produzidos no país por pelo menos três anos, enquanto amplia capacidade produtiva nos EUA.

O anúncio sobre medicamentos veio acompanhado de uma reformulação simultânea das tarifas sobre aço, alumínio e cobre, que muda a base de cálculo para o valor total das mercadorias.

O pacote também é resposta direta ao revés judicial de fevereiro: a Suprema Corte derrubou as tarifas anteriores e um juiz federal ordenou que a Alfândega reembolsasse cerca de US$ 166 bilhões arrecadados ao longo de um ano.

Críticas empresariais e defesa do governo

A Câmara de Comércio dos EUA alertou que um ano de tarifas mais altas já pressionou custos em vários setores. Para a entidade, as novas medidas podem provocar novos aumentos — especialmente em manufatura, construção e energia, áreas que já enfrentam desafios nas cadeias de suprimentos, agravados pela guerra com o Irã.

Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, defendeu as tarifas como um “botão de reinicialização” para o sistema global de comércio. Segundo ele, as medidas já incentivaram empresas a construir novas fábricas nos EUA e pressionaram parceiros a conceder vantagens às exportações americanas.

No setor siderúrgico, a reação foi oposta. O presidente da Associação de Fabricantes de Aço, Philip Bell, elogiou os ajustes na lista de produtos derivados e na metodologia de avaliação, avaliando que as tarifas fortalecem a indústria sem prejudicar objetivos econômicos mais amplos.

Um estudo do Brookings Institution revelou que as tarifas de 2025 renderam US$ 264 bilhões ao governo federal, com 80% a 100% do custo repassado aos consumidores — dado que ilumina a pressão política para recompor a arrecadação perdida após a derrubada judicial.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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