Política

Toffoli usou jato de empresa ligada a Vorcaro em viagem a cidade natal

Aeronave PR-SAD decolou dez minutos após ministro entrar no terminal executivo de Brasília
Toffoli e investigação sobre jato Prime Aviation de Vorcaro no STF e Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, embarcou em 4 de julho de 2025 em um jato executivo da Prime Aviation — empresa que tinha Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como sócio.

A aeronave partiu às 10h10 rumo a Marília (SP), cidade natal de Toffoli, dez minutos após registros da Anac indicarem a entrada do ministro no terminal executivo do Aeroporto de Brasília.

A informação é da Folha de S.Paulo. O gabinete de Toffoli e o STF não responderam à TV Globo. A defesa de Vorcaro também não se manifestou sobre o caso.

O cruzamento de dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) com registros do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) permitiu identificar o voo: a aeronave de prefixo PR-SAD, registrada em nome da Prime Aviation, decolou às 10h10 do dia 4 de julho de 2025 com destino a Marília — no mesmo intervalo em que Toffoli acessou o terminal executivo brasiliense, de uso predominantemente privado.

A mesma aeronave já havia sido apontada em voos do ministro Alexandre de Moraes e sua mulher. A aeronave PR-SAD foi identificada em ao menos oito voos de Moraes em jatos da empresa ligada a Vorcaro entre maio e outubro de 2025 — reforçando o padrão de uso das aeronaves por integrantes da Corte.

Dez entradas no terminal executivo em 2025

Ao longo de 2025, Toffoli acumulou dez registros de entrada no terminal executivo do aeroporto de Brasília. Em seis desses casos, foi possível identificar qual aeronave teria sido utilizada pelo cruzamento com dados do Decea — pela ausência de outros voos em horários próximos. Em cinco deles, os aviões estavam registrados em nome de empresários.

Em fevereiro, o gabinete admitiu que Toffoli é sócio da Maridt, empresa que participou do grupo responsável pelo resort Tayayá, no Paraná — empreendimento ligado a Vorcaro. A ligação com o banqueiro já havia forçado a saída de Toffoli da relatoria do caso Master no STF, após o conflito de interesses se tornar público. A saída da Maridt do grupo foi concluída em 21 de fevereiro de 2025 por meio de duas operações sucessivas, declaradas à Receita Federal e realizadas, segundo o gabinete, “dentro do valor de mercado” — mas os valores não foram divulgados.

Segundo interlocutores ouvidos pela Folha, Toffoli recebeu dividendos da Maridt enquanto a empresa ainda integrava o grupo responsável pelo resort Tayayá — período em que o ministro era o relator do caso Master no STF. A relatoria foi transferida ao ministro André Mendonça após a revelação dos vínculos societários.

CPI e pressão no Congresso

As novas revelações sobre os voos ampliam o dossiê em torno dos vínculos entre ministros do STF e o banqueiro. Em março, 35 senadores assinaram requerimento de CPI voltada exclusivamente às relações de Toffoli e Moraes com Daniel Vorcaro — e o episódio dos voos tende a reforçar a pressão pelo inquérito parlamentar.

Em nota divulgada na quarta-feira (1º), a defesa de Vorcaro confirmou que o empresário foi sócio da Prime You entre setembro de 2021 e setembro de 2025 e que não é mais acionista da empresa. A nota foi enviada em resposta a perguntas sobre voos de Alexandre de Moraes — não de Toffoli.

Procurados pela TV Globo, o gabinete do ministro Toffoli, o STF e a defesa de Daniel Vorcaro não responderam sobre o voo de 4 de julho de 2025.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Toffoli usou jato de empresa ligada a Vorcaro em viagem a cidade natal

Brasil negocia projetos com a NASA para entrar na nova corrida à Lua

Trump descarta cessar-fogo e prevê escalada no Irã; dólar abre sob pressão

Aneel rejeita recursos da J&F contra resultado de leilão de energia