Saúde

IBGE expõe crise de saúde mental entre jovens do Brasil

Solidão, tristeza e violência sexual marcam a adolescência de 12 milhões de brasileiros, aponta PeNSE 2024
Adolescentes em foco: a crise de saúde mental entre brasileiros revelada pelo IBGE, refletindo solidão e vulnerabilidade

Um em cada três adolescentes brasileiros se sente triste na maior parte do tempo. É o que revela a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, conduzida pelo IBGE com 118 mil estudantes de 13 a 17 anos — retrato alarmante da saúde mental de 12 milhões de jovens no país.

Para as meninas, o quadro é ainda mais grave: uma em cada quatro relata ter sofrido assédio sexual, e 12% afirmam ter sido estupradas. Entre os meninos, a solidão e a dificuldade de fazer amigos emergem como os principais indicadores de sofrimento emocional.

A PeNSE 2024 também apontou que 41% das adolescentes se sentem tristes na maioria dos dias — índice 2,5 vezes maior do que entre os meninos —, com uma em cada três insatisfeita com o próprio corpo, como o Tropiquim já havia destacado. Um terço delas também relatou ter sofrido humilhação por parte dos colegas.

Plataformas digitais no centro do diagnóstico

O pediatra e sanitarista Daniel Becker, autor do livro Os mil dias do bebê, aponta as plataformas digitais como um dos principais vetores desse adoecimento. Para ele, uma adolescência vivida dentro das telas impõe danos estruturais ao desenvolvimento emocional dos jovens — e pais, mães e educadores precisam reconhecer os sintomas de depressão e ansiedade para agir a tempo.

O ambiente digital também amplifica o cenário de violência: pesquisa do Unicef apontou que um em cada cinco jovens brasileiros de 12 a 17 anos sofreu alguma forma de violência sexual mediada por tecnologia nos últimos 12 meses, conforme apurou o Tropiquim.

Números que não podem ser ignorados

Os dados sobre violência sexual estão entre os mais impactantes do levantamento. Uma em cada quatro meninas relata assédio sexual; 12% afirmam ter sido estupradas. O quadro configura uma emergência que vai além do debate sobre saúde mental e toca diretamente nos direitos fundamentais de crianças e adolescentes no país.

Impacto além da saúde emocional

Os danos das telas vão além do bem-estar psicológico. Pesquisa da Universidade da Carolina do Norte mostrou que adolescentes verificam o celular dezenas de vezes por dia durante as aulas, comprometendo diretamente a capacidade de atenção — como documentou reportagem do Tropiquim.

Becker orienta que a abordagem de pais e educadores deve ser acolhedora e sem julgamento. Reconhecer sinais como isolamento, queda no rendimento escolar e mudanças de humor são os primeiros passos para uma intervenção efetiva. O especialista reforça que buscar apoio profissional não é fraqueza — é cuidado necessário.

A PeNSE é realizada a cada quatro anos pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde. A edição de 2024 ouviu 118 mil estudantes e é considerada o maior retrato periódico da saúde dos adolescentes brasileiros — base essencial para políticas públicas voltadas à juventude.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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