Política

Leite diz estar desencantado com escolha do PSD e critica polarização

Governador gaúcho vê na opção pelo candidato goiano uma radicalização que afirma querer superar
Eduardo Leite desencantado com escolha do PSD nas eleições 2026

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reagiu nesta segunda-feira (30) à decisão do PSD de lançar Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República. Em publicação nas redes sociais, o gaúcho afirmou estar “desencantado” e disse que a escolha do partido mantém “a radicalização polarizada no Brasil”.

Leite não citou o nome do governador de Goiás em nenhum momento do texto. A confirmação oficial de Caiado estava prevista para as 16h, em coletiva na sede do PSD em São Paulo.

A reação encerra a campanha interna de Leite no PSD, na qual se apresentava como o único pré-candidato de centro do partido. Leite havia oficializado sua pré-candidatura semanas antes, posicionando-se como alternativa à polarização que agora, na sua avaliação, o PSD optou por aprofundar ao escolher Caiado.

Nas semanas que antecederam a decisão, o governador gaúcho viajou a São Paulo para articular sua candidatura, descartou ser vice em qualquer das chapas apresentadas e também rejeitou concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Antes de deixar a capital paulista, garantiu que continuaria no governo do RS caso não fosse escolhido pelo partido.

Apoio de economistas e números nas pesquisas

O projeto de Leite ganhou peso quando Pérsio Arida — um dos criadores do Plano Real — e Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso, anunciaram preferência pelo governador gaúcho na disputa interna.

Nas pesquisas, porém, Leite aparecia em terceiro entre os pré-candidatos do PSD. Na Quaest de março, Ratinho Junior liderava com 7% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Ronaldo Caiado com 4% e Eduardo Leite com 3%.

Na semana passada, após encontro com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, Leite havia afirmado que Caiado seria candidato de um grupo que “já tem representante” — sinalizando, sem nomear, a aproximação do governador goiano com o campo bolsonarista. Em entrevista à GloboNews, Leite argumentou que a alta rejeição a Lula e Bolsonaro abria espaço real para um candidato de centro — raciocínio que, segundo ele, a escolha de Caiado pelo PSD ignora.

O caminho até a escolha de Caiado passou pela saída de Ratinho Junior, governador do Paraná, que era o pré-candidato do PSD com melhor desempenho nas pesquisas. Na semana passada, ele anunciou desistência, alegando intenção de retornar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação fundado pelo pai, o apresentador Ratinho. Ratinho Junior está no segundo mandato consecutivo no Paraná e está impedido de disputar o governo estadual em 2026.

Nos bastidores, o senador Rogério Marinho (PL), coordenador de campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, havia se encontrado com Ratinho Junior e pedido sua desistência e apoio ao filho do ex-presidente.

O perfil que Leite critica ficou claro quando Caiado prometeu anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelo 8 de Janeiro — bandeira que, para o gaúcho, representa exatamente a radicalização que ele diz querer superar.

Com o fim da disputa interna, Leite deve permanecer à frente do governo do Rio Grande do Sul, como havia prometido caso não fosse escolhido pelo PSD.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Banco do Brasil registra instabilidade no Pix com pico de queixas ao meio-dia

Cade mantém multa de R$ 250 mil diários ao WhatsApp por bloquear chatbots de IA

ONU limita powerbanks em voos e proíbe recarga a bordo

EUA reabrem embaixada na Venezuela após sete anos de fechamento