Política

STF forma maioria parcial e diverge de Fux sobre prazo de desincompatibilização no Rio

Cármen Lúcia lidera divergência: voto secreto aprovado, mas prazo de 24 horas para candidatos deve ser mantido
STF com escultura da justiça em primeiro plano, representando decisão institucional sobre desincompatibilização de candidatos

Três ministros do Supremo Tribunal Federal votaram nesta quinta-feira (26) para moldar as regras da eleição indireta ao governo do Rio de Janeiro — e já formaram uma maioria parcial em oposição ao relator Luiz Fux.

Cármen Lúcia, André Mendonça e Nunes Marques concordaram com Fux em um ponto: o voto no pleito deve ser secreto, não aberto. Mas rejeitaram sua proposta de ampliar para seis meses o prazo de desincompatibilização dos candidatos, defendendo a manutenção do prazo de 24 horas previsto na lei estadual do Rio.

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e deve ser concluído na segunda-feira (30). Outros seis ministros ainda precisam apresentar seus votos.

O caso chegou ao Supremo por meio de uma ação do PSD que questiona a validade de trechos da legislação estadual que regula o processo eleitoral na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A eleição indireta foi necessária após a cassação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Na véspera, o TSE havia retificado a certidão do julgamento e confirmado que a sucessão ao governo do Rio seria decidida por eleição indireta na Alerj — decisão que abriu caminho para o STF definir as regras do pleito agora em disputa. Leia mais sobre a retificação do TSE.

Os pontos da divergência

Fux, relator do processo, defende duas posições centrais: que os deputados estaduais votem de forma secreta — ponto em que os três ministros concordaram — e que os candidatos ao cargo tenham seis meses para se desincompatibilizar de outros cargos ou funções antes de disputar a eleição.

Cármen Lúcia rejeitou esse segundo ponto. Em seu voto registrado na página do Supremo na internet, a ministra argumentou que o prazo de 24 horas estabelecido pela norma estadual não fere o equilíbrio da disputa. Mendonça e Nunes Marques acompanharam integralmente sua posição.

A posição de Nunes Marques no caso tem uma dimensão simbólica relevante: foi o placar de 2 a 1 que cassou Castro no TSE — com o próprio Nunes Marques sendo o único voto contrário à condenação — que determinou a vacância do cargo hoje no centro do julgamento no STF. Relembre o julgamento no TSE.

Com seis ministros ainda sem se manifestar, o placar final pode consolidar ou reverter a posição de Cármen Lúcia sobre o prazo de desincompatibilização. A definição das regras é central para a disputa na Alerj, que escolherá o próximo governador do Rio em um processo sem precedentes recentes na política fluminense.

O resultado do julgamento deve sair até segunda-feira (30), quando o prazo no plenário virtual se encerra.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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