Política

Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro com tornozeleira e restrições rígidas

Benefício humanitário de 90 dias começa após alta médica; STF pode exigir nova perícia ao término do prazo
Composição visual do STF com Bolsonaro: retrato das condições de prisão domiciliar determinadas judicialmente

O ministro Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (24) a prisão domiciliar humanitária temporária de Jair Bolsonaro — por 90 dias, a partir da alta médica — para que o ex-presidente se recupere de broncopneumonia.

A decisão impõe um conjunto rígido de condições: tornozeleira eletrônica, limite de visitas e proibição de uso de celulares. O cumprimento deve se dar exclusivamente na residência do ex-presidente.

Regras de monitoramento

A determinação de Moraes estabelece que a prisão domiciliar seja cumprida exclusivamente na residência de Bolsonaro, com vigilância eletrônica permanente por meio de tornozeleira. O regime ainda restringe o número de visitantes e veda o acesso a aparelhos celulares.

Ao término dos 90 dias, o Supremo Tribunal Federal deverá reavaliar se ainda existem razões para manter o benefício humanitário. O colegiado poderá exigir nova perícia médica para embasar a decisão sobre eventual renovação do prazo.

Tramitação do pedido

O processo que culminou nas restrições desta terça teve início em 20 de março, quando Moraes encaminhou o pedido da defesa à PGR para manifestação antes de decidir.

A decisão veio horas depois de a PGR emitir parecer favorável ao benefício e de Bolsonaro receber alta da UTI do DF Star, onde estava internado desde 13 de março com broncopneumonia bacteriana.

Com apenas 119 dias de pena cumpridos — 1,2% de uma condenação de 27 anos e 3 meses —, Bolsonaro passa a cumprir a sentença sob monitoramento eletrônico em casa.

O benefício domiciliar não interrompe o cômputo da pena: os dias em casa contam para o total da condenação imposta pelo STF pelo envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A transferência representa, ainda assim, uma mudança expressiva nas condições de encarceramento às quais estava submetido.

O prazo de 90 dias e a possibilidade de renovação conferem ao STF um mecanismo de acompanhamento contínuo do estado de saúde do ex-presidente, com margem para ajustar as condições conforme a evolução clínica e o parecer de nova perícia, se solicitada.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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