Economia

IEA avalia nova liberação de estoques de petróleo diante de crise no Irã

Birol não descarta segunda rodada de reservas estratégicas enquanto Trump anuncia trégua de cinco dias com Teerã
Estoques estratégicos petróleo em contexto de crise Irã: barris de crude e mapa Estreito Ormuz

A Agência Internacional de Energia (IEA) não descarta uma nova liberação de estoques estratégicos de petróleo. O diretor-executivo Fatih Birol afirmou que a medida pode ser acionada se a crise provocada pela guerra no Irã se aprofundar.

A sinalização ocorre após a maior mobilização de reservas da história da agência: em março, os países-membros liberaram cerca de 400 milhões de barris — o que aliviou parte da pressão no mercado, mas não eliminou os riscos à oferta global.

Birol deixou claro que não existe um preço do petróleo que funcione como gatilho automático para uma nova liberação. A decisão depende de análise ampla das condições do mercado e de alinhamento entre os países-membros da agência.

A maior operação da história

A liberação de 400 milhões de barris aprovada unanimemente em março foi a maior operação do tipo nos 50 anos de existência da IEA — acionada diretamente após o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz. Mesmo assim, a agência avalia que o problema está longe de ser resolvido.

Nos bastidores, a IEA mantém conversas com autoridades internacionais para coordenar respostas à crise e monitora cadeias logísticas e a demanda global por energia.

Birol enquadrou o momento como mais grave do que crises energéticas anteriores — superando choques como o da Líbia em 2011 e o da invasão russa da Ucrânia — e alertou que os impactos nos mercados ainda estão sendo subestimados.

“A solução mais importante para esse problema é a abertura do Estreito de Ormuz”, afirmou. O ponto de passagem é estratégico para o transporte mundial de petróleo, e qualquer instabilidade na região tem potencial de pressionar ainda mais o abastecimento global e elevar os preços.

O cenário ganhou novo elemento nesta segunda-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma trégua de cinco dias com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que representantes dos dois países tiveram “conversas muito boas e produtivas” no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque à infraestrutura energética iraniana.

O impacto no mercado foi imediato: os preços do petróleo, que operavam em alta pela manhã, reverteram o sinal e passaram a cair com força após as declarações do presidente americano.

A agência iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, porém, contradisse Trump e afirmou que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e Washington.

Medidas para o consumidor

Enquanto a disputa diplomática avança, a IEA também propôs medidas pelo lado da demanda para aliviar a crise sobre consumidores — entre elas, trabalhar de casa e reduzir viagens aéreas. Birol alertou ainda que os efeitos do conflito podem ser amplos e duradouros, com reflexos sobre a inflação e a atividade econômica em diversos países.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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