Tecnologia

Meta vai bloquear perfis de crianças influencers sem alvará judicial no Brasil

Acordo com MPT e MP-SP impõe prazo de 30 dias para regularização e multas de até R$ 2,5 milhões por descumprimento
Regulação da Meta no Brasil: proteção infantil contra trabalho artístico em redes sociais

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) fecharam, nesta sexta-feira (20), um acordo judicial com a Meta para combater o trabalho infantil artístico irregular nas redes sociais.

A empresa dona do Instagram, Facebook e Threads passa a monitorar ativamente contas com ao menos 29 mil seguidores nas quais crianças e adolescentes apareçam como protagonistas de conteúdo. Perfis irregulares poderão ser bloqueados no Brasil em até 10 dias após o prazo de regularização.

Como vai funcionar o monitoramento

A Meta se comprometeu a realizar verificações periódicas considerando três fatores principais: presença de menores como protagonistas de conteúdo, alcance mínimo de 29 mil seguidores e atividade recente nas plataformas. O MPT e o MP-SP também poderão indicar contas específicas para análise a qualquer momento.

Quando houver suspeita de irregularidade, os responsáveis pelo perfil serão notificados e terão 20 dias para apresentar alvará judicial que comprove a autorização para o trabalho infantil artístico. Caso a situação não seja regularizada, a conta será bloqueada no Brasil em até 10 dias.

O acordo ainda prevê a criação de mecanismos de denúncia e sistemas de verificação de idade que impeçam a autodeclaração como único critério — ponto diretamente alinhado ao ECA Digital, que entrou em vigor na última terça-feira (17) e impõe responsabilização direta das plataformas por práticas abusivas envolvendo menores. A lei determina que plataformas com acesso provável por esse público adotem mecanismos para experiências adequadas à idade.

A plataforma também ficará obrigada a restringir o acesso de menores de 18 anos a programas de monetização. Quatro dias antes da assinatura do acordo, a Meta já havia detalhado ao Tropiquim seus mecanismos de verificação de idade — incluindo análise de comportamento do usuário e verificação documental em casos suspeitos.

Multas, histórico e repercussão

O descumprimento do acordo prevê penalidades severas: R$ 100 mil por criança ou adolescente cujo perfil irregular não for bloqueado e R$ 300 mil por descumprimento de outras obrigações. Em caso de violação, a Meta deverá ainda recolher R$ 2,5 milhões a fundos de proteção à infância e à adolescência.

O embate entre o Ministério Público e a empresa tem raízes em agosto de 2025, quando a Justiça do Trabalho de São Paulo proibiu o trabalho de influenciadores mirins no Instagram e no Facebook sem autorização judicial. A Meta tentou derrubar a decisão com uma liminar, mas não teve sucesso.

Os procuradores classificaram o resultado como “um avanço significativo em prol da proteção de crianças e adolescentes nas dinâmicas de trabalho em ambiente digital, especialmente diante do crescimento da produção de conteúdo por crianças nas redes sociais”.

A proibição da autodeclaração como critério único de verificação de idade já havia sido reforçada pelos decretos assinados por Lula na semana passada — exatamente o ponto que o acordo com a Meta agora aplica diretamente ao combate ao trabalho infantil artístico nas plataformas digitais.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Anvisa tem 17 pedidos de semaglutida na fila após queda de patente; veja o que muda

Meta vai bloquear perfis de crianças influencers sem alvará judicial no Brasil

EUA suspendem sanções ao petróleo do Irã para conter barril acima de US$ 100

STF fecha unanimidade e mantém prisão de Vorcaro com voto de Gilmar Mendes