Economia

Diesel chega a R$ 7,26 nos postos com alta de 19% em duas semanas

Guerra no Oriente Médio dobrou o barril de petróleo e esvazia o efeito do pacote federal
Barris de petróleo sobre mapa do Oriente Médio mostrando como a guerra afeta o preço do diesel sobe nos postos

O preço médio do litro do diesel nos postos brasileiros chegou a R$ 7,26 nesta semana, acumulando alta de 19,41% em apenas duas semanas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgados nesta sexta-feira (20).

A escalada é reflexo direto da guerra no Oriente Médio, que empurrou o barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 112 — alta de 86,67% — em março. O pacote anunciado pelo governo federal não foi suficiente para frear a disparada na bomba.

Na semana de 15 a 21 de março, o preço médio do diesel avançou 6,76%, passando de R$ 6,80 para R$ 7,26 por litro. Na semana anterior, o litro já havia saltado mais de 11%, saindo de R$ 6,08 para R$ 6,80 — marcando o início da escalada que agora acumula quase 20% em apenas 14 dias.

O movimento surpreendeu o mercado porque, historicamente, os postos costumam reajustar preços após mudanças anunciadas pela Petrobras nas refinarias. Desta vez, distribuidoras privadas agiram antes de qualquer sinalização da estatal. O caso virou alvo de investigação do Cade, após sindicatos do setor apontarem preços mais elevados em diversas regiões sem alteração nos valores praticados pela Petrobras.

Pacote federal não segurou os preços

O governo federal havia anunciado isenção de PIS/Cofins e uma subvenção estimada em R$ 30 bilhões para tentar conter a alta, mas a medida não foi suficiente para frear a disparada nos postos. O pacote incluía também outras ações voltadas a reduzir o risco de desabastecimento de diesel no país.

O diesel é o principal combustível do transporte de cargas no Brasil. Com a alta, o custo do frete tende a aumentar e ser repassado ao longo de toda a cadeia produtiva — pressionando os preços de alimentos e bens de consumo e alimentando a inflação.

No início de março, quando o conflito ainda escalava, distribuidoras privadas já repassavam altas aos postos sem aguardar reajuste da Petrobras — sinal de que a defasagem acumulada em relação ao preço internacional era insustentável e o repasse era questão de tempo.

Como denunciar preço abusivo

Consumidores que suspeitarem de cobrança abusiva podem registrar denúncias na ANP e no Procon. Segundo Luiz Orsatti, diretor executivo do Procon-SP, um preço é considerado abusivo quando sobe sem justificativa que respalde a mudança. “Não existe um percentual específico para definir esse abuso; cada caso é avaliado de forma individual”, afirma.

A fiscalização verifica o preço exibido na bomba, o valor da nota fiscal da compra do combustível e a existência de abuso configurado. A reportagem está em atualização.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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