Política

PF não recuará no caso Master, afirma diretor após ataques à corporação

Andrei Rodrigues usou evento na Febraban para defender investigação de fraudes bilionárias e rebater críticas nas redes sociais
Brasão da Polícia Federal na investigação caso Master fraudes bilionárias

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou nesta quarta-feira (18) que a corporação “não será intimidada” e vai investigar o caso Master “até o fim”. A fala foi feita em evento promovido pela Febraban.

Rodrigues reconheceu que a PF tem sofrido ataques nas redes sociais e em ambientes informais, mas garantiu que o foco permanece nas suspeitas de fraudes financeiras estimadas em dezenas de bilhões de reais envolvendo o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro.

Novo relator, nova dinâmica no STF

A declaração do diretor-geral ocorre em momento de reconfiguração do inquérito no Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso e, em fevereiro, determinou a retomada do fluxo ordinário das investigações — restabelecendo perícias e depoimentos e restringindo o acesso aos dados a agentes diretamente envolvidos.

A mudança partiu de uma crise institucional: Dias Toffoli pediu a redistribuição do inquérito após seu nome ser encontrado em dados extraídos de celulares apreendidos pela PF. A virada foi articulada nos bastidores do próprio STF, com Fachin atuando para conter o impasse gerado pela situação. Mendonça retirou as restrições impostas por Toffoli e permitiu que as apurações avancem, nas palavras do ministro, “no ritmo técnico das equipes”.

Pedido de prorrogação

A PF formalizou pedido de mais prazo para o inquérito. A praxe no STF é atender às solicitações dos investigadores. Mendonça já havia sinalizado que prorrogaria o inquérito por ao menos 60 dias, citando o estágio inicial das apurações e o baixo volume de celulares periciados até aqui. A decisão deve sair nos próximos dias.

Provas em escala e debate paralelo

Andrei Rodrigues fez referência indireta ao debate nas redes sociais em torno de conversas entre Vorcaro e sua ex-noiva Marta Graeff, que circularam publicamente durante a cobertura do caso. O diretor deixou claro que esse conteúdo paralelo não desviará a corporação de seu objeto principal.

Das 111 unidades de celular apreendidas nas operações, apenas 10% haviam passado por perícia no início de março — o que evidencia a dimensão do trabalho que ainda aguarda as equipes técnicas e justifica a solicitação de prazo adicional ao STF.

Rodrigues também defendeu o papel da imprensa profissional como aliada na cobertura do caso e criticou o que chamou de “ataques covardes e inaceitáveis” à instituição. O inquérito segue em andamento no Supremo, com diligências, perícias e depoimentos sendo retomados sob a nova relatoria.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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