Economia

Brasil bate recorde histórico de abate bovino pelo 2º ano seguido

42,94 milhões de cabeças foram abatidas em 2025, com avanço em 26 estados e quarta alta consecutiva no abate de fêmeas

O Brasil abateu 42,94 milhões de cabeças de gado bovino em 2025, o maior volume da série histórica — pelo segundo ano consecutivo. O resultado supera em 8,2% o registrado em 2024 e representa 3,25 milhões de animais a mais que no ano anterior.

O crescimento foi registrado em todos os trimestres e em 26 dos 27 estados brasileiros, consolidando uma trajetória de alta que se sustenta desde 2022.

O abate de fêmeas cresceu 18,2% na comparação anual — a quarta alta consecutiva nesse segmento, o que acende alertas sobre o futuro do rebanho nacional.

Mato Grosso lidera, mas crescimento é nacional

O Mato Grosso manteve a liderança no ranking nacional de abate bovino, com 17,1% do total produzido em 2025. São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%) aparecem em seguida entre os estados com maior participação na produção bovina.

O avanço, porém, não foi privilégio dos grandes polos: o crescimento ocorreu em 26 das 27 unidades da federação, evidenciando um fenômeno de escala nacional que vai além dos estados tradicionais da pecuária.

Efeito direto no preço da carne ao consumidor

A oferta crescente no mercado interno funcionou como um freio ao avanço dos preços da carne bovina em 2025. O aumento dos abates ajudou a conter a inflação alimentar num contexto de pressão generalizada sobre o custo de vida das famílias brasileiras.

No quarto trimestre de 2025, foram abatidas 11,04 milhões de cabeças — alta de 14% sobre o mesmo período de 2024, embora com recuo de 2,7% frente ao terceiro trimestre do próprio ano, indicando acomodação sazonal no ritmo de abates.

O ritmo acelerado de abate de fêmeas pelo quarto ano seguido levanta uma questão estrutural: a redução de matrizes pode comprometer a recomposição do rebanho nos próximos ciclos e criar pressão de oferta no médio prazo — o que, paradoxalmente, pode elevar os preços da carne no futuro.

Esse padrão pode refletir não apenas oportunidade de mercado, mas também necessidade financeira dos produtores rurais. Em 2025, o agronegócio registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial, alta de 56% — e o Mato Grosso, que lidera o abate bovino com 17,1% do total nacional, também figurou entre os estados com mais insolvências no setor.

A combinação de recordes consecutivos de produção com crescimento expressivo de recuperações judiciais sugere que parte do esforço produtivo pode estar sendo movido por pressão de caixa, não por expansão planejada — um sinal de alerta para a sustentabilidade do ciclo pecuário nos próximos anos.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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