Negócios

Lycra pede recuperação judicial com dívida de US$ 1,2 bilhão nos EUA

Credores aceitam eliminar US$ 1,53 bi em passivo e injetar US$ 75 mi para viabilizar reestruturação

A The Lycra Company, fabricante do spandex que emprestou seu nome ao tecido elástico presente em roupas esportivas e de banho, protocolou pedido de recuperação judicial nesta terça-feira (17) em tribunal americano, com passivo declarado de US$ 1,2 bilhão.

Os credores concordaram em fornecer US$ 75 milhões em novos financiamentos e eliminar a maior parte dos US$ 1,53 bilhão em dívidas existentes, conforme registros do tribunal.

A companhia garante que a reestruturação não afetará operações, clientes, fornecedores ou seus cerca de 2 mil funcionários — incluindo os que trabalham na fábrica em Paulínia (SP).

Dívidas que se acumulam desde 2019

As dificuldades financeiras da Lycra têm raízes na aquisição de 2019, quando a chinesa Ruyi Textile e a Fashion International Group Limited compraram a companhia. O endividamento cresceu até o ponto em que a empresa deixou de honrar suas obrigações, levando os próprios credores a assumir o controle em 2022.

Mesmo sob nova gestão, o desempenho continuou fraco. A queda na demanda por tecidos elásticos, a concorrência de genéricos de spandex mais baratos, as tarifas americanas e disputas judiciais com os antigos donos na China mantiveram a companhia em trajetória de perdas.

O plano negociado com os credores

O acordo prevê a eliminação da maior parte do passivo de US$ 1,53 bilhão e a injeção de US$ 75 milhões em financiamento emergencial para manter operações durante o processo, que tramita em Wilmington, Delaware.

A Lycra afirma ter apoio quase unânime dos credores e projeta concluir o processo em até 45 dias.

Fundada em 1958 como divisão da DuPont, a The Lycra Company construiu ao longo de quase sete décadas a posição de líder mundial na produção de fibras elásticas. O spandex — popularizado sob a marca Lycra — está presente em segmentos como moda praia, fitness e vestuário de performance em escala global.

Com oito fábricas, três laboratórios de pesquisa e 11 escritórios na América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul, a companhia emprega cerca de 2 mil pessoas. No Brasil, mantém fábrica em Paulínia (SP) e escritório em São Paulo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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